Unibanco na contra-mão

Nem parece bancoEnquanto empresas de grande porte como a DELL investem na venda de computadores com Linux, um banco anda na contra-mão e lança um plugin para o firefox que só funciona no Windows.

Além de lançar esta desastrosa extenção, a equipe de suporte do banco recomenda que seus correntistas utilizem Windows para acessar o Internet Bank.

Ao meu ver, este banco está querendo perder alguns clientes. Sou correntista do Banrisul e lá eles até confiam mais no Linux. Existe uma extenção de segurança para usuários que utilizam Windows e para os que utilizam Linux nada é instalado.

Aos correntistas do Unibanco só me resta lamentar por ter um banco tão “preocupado” com a segurança de seus usuários.

Fonte: PSL Brasil

PS: O novo post sobre migração de Windows para Linux está sendo escrito com bastante carinho e pouco tempo mas logo será disponibilizado.

Vírus no Linux

VírusUm comentário de um artigo anterior me deixou bastante surpreso. Uma pessoa estava com medo de entrar em seu home banking pelo Linux por não ter um anti-vírus instalado.

Vamos começar este artigo definindo o que é um vírus. Vírus é um programa mal intencionado que faz alguma coisa que você não gostaria que fosse feito com sua máquina. Outra caracterísca de um vírus é a capacidade de se espalhar por arquivos no sitema operacional e principalmente a capacidade de se enviar para outros computadores na rede ou na internet.

No Linux, ao contrário de outras plataformas, o sitema de arquivos trabalha com permissões por usuários e grupos e isso dificulta muito a propagação de um programa mal intencionado. Trocando em miúdos, para um arquivo ser infectado é necessário que o usuário permita que isso seja feito e para que este arquivo se propague para arquivos que são de outros usuários, só se o usuário root executar este arquivo e permitir isso.

Não é impossível de se encontrar vírus para Linux, no entanto estes vírus são, em sua maioria, “vírus conceito” que consegue infectar os arquivos do Linux se executados como root e não tem a capacidade de se propagar pela internet.

Alguns podem se perguntar então porque existem anti-vírus que rodam em Linux? A resposta é simples, estes anti-vírus rodam na maioria das vezes em servidores de emails ou de arquivos e fazem a varredura em arquivos do windows. O trabalho deles é ajudar a proteger computadores que não executam Linux como Sistema Operacional.

O Ubuntu tem, por padrão, o usuário root “desabilitado” e isso ajuda a evitar que os raros vírus para Linux sejam malígnos para o sistema.

A dica de nunca executar programas desconhecidos vale para qualquer Sistema Operacional, inclusive Linux. Além desta dica, você nunca deverá navegar na internet utilizando o usuário root e deverá utiliza-lo apenas quendo for realmente necessário.

Migrando para Linux

UbuntuEm minhas andanças por blogs alheios me deparei com a seguinte frase:
“Quando alguém me pergunta porque eu devo migrar para linux? Eu respondo: Você não deve, você pode!”
Isso me inspirou a escrever uma série de artigos sobre migração do Windows para o Linux. Nestes artigos pretendo mostrar como fazer tudo, o que se faz no Windows, no linux.

Começo falando da minha migração para linux. Não lembro exatamente a data mas foi em meados de 1998. Na época o linux não tinha muitas facilidades e amedrontava muitos usuários. Felizmente existiam alguns fuçadores que gostavam das coisas difíceis e então se aventuravam a utilizar linux. Muitas vezes era necessário recorrer a linha de comando para tarefas simples. Pouca documentação estava disponível na internet e tinhamos que minerar informações em fórums com os usuários mais experientes. Tenho que reconhecer que tudo era difícil, até para acessar um disquete tinhamos que apelar para o comando “mount” na linha de comando.

Hoje temos muitos usuários pensando em migrar para linux mesmo sem a “pressão” dos geeks. Mesmo assim, é muito comum ouvir algumas frases do tipo “Linux? O que é isso?” ou ainda “Linux é muito ruim” ou então quando alguém vê um Linux rodando com Beryl e diz “Cara! Ficou muito fera esse Windows Vista!!!”. Isso mostra que ainda vivemos em um mundo de muitos preconceitos e alguma preguiça, ou até medo de experimentar o novo.

Para quem continuou lendo este artigo até este ponto, tenho uma pergunta. Você quer tentar algo novo? Se a resposta for sim, continue lendo esta série de artigos e descubra o maravilhoso mundo da segurança na frente de um computador pessoal. Se sua resposta for não, continue lendo também, assim você terá algum parâmetro para comparar as duas soluções e poderá criticar qualquer uma que não lhe agrade.

Começando o artigo de verdade. A primeira coisa a se fazer é escolher uma distribuição para baixar e instalar. O mercado Linux está inchado de distribuições para os mais variados tipos de aplicações. Existem distribuições voltadas para desenvolvimento multimídia, servidores, computadores modestos, usuários avançados, usuários comuns, etc. Eu teria duas distribuições para recomendar para quem está começando neste novo mundo.

Uma delas é o Mandriva que utiliza a interface gráfica KDE que se assemelha um pouco mais com as interfaces do Windows. Nesta interface você tem a barra com o menu principal na parte inferior da tela ao lado esquerdo. Não sou utilizador desta distribuição mas não a critico como Desktop.

A segunda, e acredito que melhor recomendação, é a distribuição Ubuntu. Esta distribuição não tem muito tempo de mercado se comparada com gigantes como Red Hat e Mandriva, mas está mostrando seu grande valor para usuários de Desktop. Em sua última versão(7.04 Feisty Fawn), trouxe facilidades surpreendentes como a localização e download de codecs multimídia bastando apenas que o usuário concorde com um termo de responsabilidade. Isto significa que basta tentar executar uma mídia que o sistema operacional se encarrega de encontrar e sugeria o download dos pacotes corretos, nada de o usuário ficar procurando pela internet por estes pacotes.

Além disso, o Ubuntu traz uma interface limpa ao estilo dos computadores Mac. A interface gráfica utilizada como padrão pelo Ubuntu é o GNOME mas nada impede que seja instalado o KDE ou XFCE. Para fazer isso basta instalar os pacotes kubuntu-desktop e xubuntu-desktop respectivamente.

Outro grande diferencial do Ubuntu é sua comunidade. Através de uma wiki, fórum ou uma lista de discussão, qualquer usuário pode ter acesso a solução de eventuais problemas que venham a acontecer com seu computador. Este suporte dado pela comunidade é bem diferente de muitas outras distribuições onde os novatos chegam a ser chamados de burros.

A comunidade Ubuntu está sempre disposta a receber novatos e experientes usuários sem nenhuma distinção. Todos se esforçam ao máximo para conseguir ajudar ao próximo seguindo os ideais do Manifesto Ubuntu que diz que o software deve estar disponível e livre de custos, que os softwares devem ser usados pelas pessoas em seu idioma local e pelas que possuam deficiências, e que as pessoas devem ter liberdade para customizar e alterar seus softwares quaisquer que sejam suas necessidades.

Até o próximo artigo, fica aqui o meu convite para que leiam um pouco sobre o ubuntu e comecem a se preparar para o novo nesta página.

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Sistemas “livres” proprietários

CadeadoQuem visita este blog já deve saber que utilizo, gosto e divulto a distribuição Linux Ubuntu. Gosto dela por me dar todas as facilidades para que possa usar o sistema operacional tanto como desktop quanto como servidor. Outra coisa que me deixa muito contente são as constantes atualizações dos softwares contidos nesta distribuição. Mas infelizmente o mundo não tem apenas distribuições que partilham deste mesmo ideal.
Algumas empresas mantenedoras de distribuições Linux optam por uma maneira de ganhar dinheiro que não é a mais atrativa para os usuários ou administradores de sistemas. A maneira escolhida é fechar as atualizações apenas para sistemas licenciados. Isto faz com que qualquer instalação de um novo pacote seja extremamente cansativa. Imagine a instalação de um novo pacote que tenha 20 dependências para serem baixadas e instaladas! A tarefa é árdua e requer algumas horas de procura pelos pacotes pela internet, sendo que nem sempre se consegue achar os pacotes certos e alguns exigem que outros e mais outros sejam atualizados ou instalados.
Uma empresa que utiliza esta maneira de “fazer” é a Red Hat. Muitas empresas utilizam esta distribuição pelo simples fato de ser homologada pela Oracle(Servidor de Banco de Dados). As empresas não tem muita escolha, ou pagam pela distribuição e suas atualizações, ou instalam o sistema e nunca o atualizam.
Tenho passado algumas horas resolvendo dependências para instalação de pacotes um tanto quanto pequenos e de fácil configuração.
Não critico uma empresa por trabalhara para gerar lucro. Critico a forma como isto é feito, seria mais interessante cobrar pelo suporte e manuais como era feito antigamente. Sei que dessa maneira o lucro é bem menor que o desejado, mas assim que uma empresa que trabalhe diferente entrar no mercado, este negócio de atualizações pagas vai acabar indo por água abaixo.
A cada dia que passa torço mais e mais para que nosso Ubuntu Server seja homologado pela Oracle para que possamos parar de sofrer sem poder utilizar as ferramentas de atualização. Sei que a coisa ficou um pouco difícil com o lançamento da distribuição Linux da própria Oracle mas não custa nada sonhar.

100 melhores produtos de 2007

TroféuA PC World divulgou a lista dos 100 melhores produtos de 2007. Os editores da PC World escolheram os melhores PC’s, HDTV’s, componentes, sites e serviços.

    Os 10 primeiros são:

  • 1º – Google Apps Premier Edition
  • 2º – Intel Core 2 Duo
  • 3º – Nintendo Wii
  • 4º – Verizon FiOS
  • 5º – RIM Blackberry 8800
  • 6º – Parallels Desktop
  • 7º – Pionner Elite 1080p PRO-FHD1
  • 8º – Infrant Technologies ReadyNAS NV
  • 9º – Apple Mac OS X 10.4 “Tiger”
  • 10º – Adobe Premiere Elements 3

Os 10 primeiros são estes mas o motivo de fazer este artigo é para mostrar o 16º colocado da lista. Nesta posição encontramos o produto “Canonical Ubuntu 7.04” e o concorrente que a maioria dos usuários linux despreza só aparece em 18º com o produto “Microsoft XBox 360 Elite”.
A classificação completa pode ser acessada no site da PC World.

1º Seminário de Software Livre TcheLinux Erechim

Logo TcheLinuxA Faculdade Anglicana de Erechim(FAE) juntamente com o grupo TcheLinux estarão realizando o 1º Seminário de Software Livre TcheLinux em Erechim. O seminário dá continuidade a um longo calendário de eventos que o grupo está realizando em várias cidades do Rio Grande do Sul durante o ano de 2007. O intuito é apresentar e divulgar para estudantes, e demais interessados, o Software Livre, através de debates, palestras e demonstrações práticas, desmistificando-o.

O Tchelinux é um grupo formado por entusiastas voluntários que utilizam o software livre em seu cotidiano. A iniciativa baseia-se no compartilhamento do conhecimento adquirido, visando deixar claro que o tanto o software utilizado quanto o conhecimento, são livres e podem ser usados por todos, sem barreiras.

O Evento será realizado no dia 23 de Junho(Sábado) nas dependências da FAE na Av. Sete de Setembro nº 44 no Centro. Aqui você pode ver um mapa com a localização da FAE em Erechim.

A programação do evento pode ser acessada aqui.
As inscrições poderão ser feitas do dia 21/05 até o dia 22/06 de segunda a sexta no horário das 8:00 às 22:30 e sábados das 8:00 às 11:30 nas dependências da FAE, podendo ser encerradas antes caso as 500 vagas disponíveis sejam preenchidas.

Não será cobrado um valor em dinheiro como taxa de inscrição para o evento, ao invés disso, cada participante deverá doar 2 quilos de alimentos não perecíveis que será encaminhados a uma instituição de caridade de Erechim. A entrega da doação deverá ser feita no momento da inscrição.

Mais informações podem ser encontradas no site do evento.

Dell divulga como funcionará o Ubuntu em seus computadores

Logo DellA Dell divulgou em seu blog como será feita a distribuição de seus computadores com Ubuntu Linux. A versão escolhida para distribuição foi a 7.04(Feisty Fawn).
Abaixo segue uma tradução livre do que está escrito no blog.

    Software e hardware disponíveis

  • Os programas padrão do Ubuntu serão instalados, incluindo kernel e aplicações
  • As opções de periféricos oferecidos com o Ubuntu será um subconjunto do que já é oferecido com outros sitemas operacionais. Nós estaremos oferecendo para cada sitema os mais maduros e estáveis drivers para Linux. Este hardware será extremamente testado pela equipe Linux da Dell.
  • Nós instalaremos e configuraremos os drivers open source quando possível.
  • Nós usaremos drivers parcialmente open source ou proprietários quando não existir um driver open source equivalente. Isto inclui os driver wireless da Intel e drivers dos modems conexant.
  • Nós teremos uma wiki no site linux.dell.com com detalhes técnicos dos sistemas suportados, informações sobre os divers usados para os periféricos, detalhes sobre a instalação de fábrica do Ubuntu e informações sobre problemas encontrados durante os testes com suas devidas correções.
  • Nós recomendamos que os usuários Linux comprem impressoras que suporte PostScript.
    Software e hardware não oferecidos

  • Para o hardware não oferecido nesta release, estaremos trabalhando junto aos desenvolvedores para melhorar a instabilidade e maturidade de seus drivers para linux.
  • Por enquanto, não incluiremos suporte para codecs de áudio e vídeo que não são distribuídos com o Ubuntu 7.04. Isto inclui MPEG 1/2/3/4, WMA, WMV, DVD, Quicktime, etc. Estamos estudando este suporte no futuro.

Por enquanto é isso. Gostei da parte que fala sobre trabalhar junto aos desenvolvedores/fabricante para amadurecer os drivers que ainda não são estáveis para linux. Acredito que nenhum desenvolvedor/fabricante queira negar este “pedido” a Dell.

CCE lança desktop com placa de TV compatível com linux

CLD5TVA CCE anunciou, nesta segunda-feira, o lançamento do computador CLD5TV que tem placa de TV/Rádio compatível com Linux.
Como vocês podem ler em um artigo anterior, existe um driver genérico(bttv) que é capaz de fazer funcionar mais de 100 modelos diferente de placas de TV. Os modelos suportados por este driver não são suportados pelos fabricantes.
O computador lançado pela CCE não é nenhuma super máquina, é um Celeron D, disco rígido de 80 GB, 512 MB de memória, gravador de DVD, modem, placa de rede 10/100, leitor de cartão de memória, 6 entradas USB, mouse óptico, caixas de som, teclado multimídia e controle remoto. O valor médio deste computador ficará em R$ 1.399,00 sem monitor.

Idiomas e Sistemas

Gnu/LinuxA revista Linux Magazine traz em seu editorial do mês de maio uma interessante comparação entre Idiomas e Sistemas Operacionas. Abaixo irei fazer um resumo do que achei mais interessante.
“Quem tem como primeira língua o português costuma achar que a língua é fácil. Somos alfabetizados nessa língua e pensamos nessa mesma língua.”
“Por mais exagerada que possa parecer esta afirmação que faço a seguir, existem semelhanças entre o processo de alfabetização e o uso de um computador. Nós aprendemos a pensar em computadores da forma como o computador se apresenta para nós pela primeira vez. A lógica que aprendemos do funcionamento do computador advém do raciocínio que nossa interface com ele nos impõe. Essa interface é o sistema operacional.”
“Se a primeira experiência de um usuário com seu copmutador ocorre através do Linux, e assim continuar, inevitavelmente ele será condicionado a pensar em computadores pela ótica desse sistema. Nesse caso, ao utilizar outros sistemas operacionais, o usuário certamente experimentará certa confusão.”
“Os inúmeros projetos de inclusão digital que utilizam Linux já perceberam isso. E a maior concorrente do Linux nos desktops pessoais, a Microsoft, evidentemente também já está ciente. Uma prova clara disso é a recente oferta da empresa, de uma licença de seu sistema operacional mais básico acompanhada de seu conjunto de aplicativos de escritório por apenas três dólares.”
“… atingimos um ponto em que, mesmo sem levarmos em conta a segurança muito maior dos sistemas abertos, nem uma drástica redução do preço da concorrência é suficiente para que esse serviço tenha o mesmo custo que teria em sistemas Windows.”
“Significa também que é muito provável que vejamos em breve toda uma geração de usuários de copmutador perfeitamente “fluentes em linux”, após serem introduzidos ao fabuloso mundo digital através desse sitema.”
“Parece interessante, para uma escola, educar seus alunos em uma “língua” que lhes permita explorar mais fundo e buscar sozinhos o conhecimento, de forma mais segura e a custos mais baixos que os praticados pelos detentores dos direitos do outro “idioma”. Se ainda levarmos em conta o fato de que o uso dos sistemas abertos cresce em ritmo cada vez maior, essa oferta- do linux – parece boa demais para ser ignorada.”
Este editorial vem bem na hora em que estou organizando material, para professores de crianças, sobre softwares educacionais em Linux. Isto no mínimo me encoraja mais e me mostra que estou no caminho certo ao oferecer estas ferramentas para os “novos usuários” do mundo digital.

Ubuntu Server 6.06 LTS

Olá! Meu nome é Marcos André Lucas, sou programador e administrador de redes, e moro em Erechim – RS. Conforme dito pelo Ivan neste post, eu estarei escrevendo alguns posts mais focados no lado “servidor” do Ubuntu e do Linux em geral. Assim, me junto ao colega André, no qual eu me “inspirei” na maior cara dura para este início, por meio do seu primeiro post :) .

Sou usuário Linux a pelo menos 5 anos, como profissional (por hobby, não lembro). Iniciei com RedHat, logo passando para o Conectiva Linux e nesta me apegando um pouco, sempre usando em servidores. Quando do Conectiva 9 (sofrível) e então do Conectiva 10 (o melhor), migrei também meu desktop para o Linux. Neste meio tempo, já trabalhei com Suse, UnitedLinux, Slackware, Debian, e desde 2005 passei a testar o Ubuntu, adotando este como meu Desktop definitivo quando da versão Ubuntu 6.06 LTS. De lá para cá, tento estudar melhor o Ubuntu Server para migrar os servidores já existentes e também focando em novas soluções.

E é exatamente neste ponto que eu quero focar o meu primeiro post: Ubuntu Server 6.06 LTS.

O que mais chamou a atenção neste lançamento do Ubuntu foi o suporte LTS, garantindo as atualizações por pelo menos 5 anos para servidores. Para Desktop’s, geralmente, isto não influencia, mas quando falamos de servidores em produção, não é incomum encontrarmos sistemas rodando por anos a fio sem parada, fazendo todas as operações de manutenção “a quente”. Além do lado técnico, temos também o lado “comercial”: é muito “mais fácil” convencer “aquele” gerente de TI sobre a solução a ser adotada, se você tiver uma empresa como a Canonical garantindo o suporte.

A instalação segue o padrão do Debian, e é rápido e relativamente simples fazer uma instalação básica. Algumas opções padrão do instalador também são uma mão na roda, como as partições LVM e a opção LAMP para servidores Web. Para instalações de muitos servidores, ou de instalações automatizadas (útil para clientes distantes), a opção existe e está lá, mas tive a opinião pessoal que o processo não está ainda muito bem documentado, dificultando a utilização deste recurso.

Caso desejado, pode se optar pela instalação onde o conjunto de pacotes instalados é minimalista, apenas o suficiente para entrar na rede e mais um pouco, opção na medida para instalar um servidor desde o início. Nenhuma porta está aberta no desde o primeiro boot, sendo uma preocupação a menos. Porém, uma característica talvez indesejada é que ele vai abrindo as portas automaticamente conforme você instala os pacotes.

Em alguns testes, notei que é fácil e rápido levantar um servidor de E-mail, um servidor Web, ou de aplicações de Intranet (Samba, Nfs, Cups, etc). Em 10 minutos, todos os pacotes já estavam rodando, com uma configuração inicial satisfatória e bem fechada. Porém, a customização de certos parâmetros “fora do usual”, se mostraram um pouco difíceis, visto que o sistema não ajuda em nada a localizar as opções ou os arquivos de configuração, e quando estes se encontram facilmente, estão sub-divididos em várias partes não muito bem documentadas. Isto pode ter sido apenas um efeito inicial, por eu ainda não estar acostumado com a estrutura do mesmo, mas acredito que poderia ser dado neste detalhe (estrutura e documentação) a mesma atenção dispensada à interface gráfica, de maneira a ter um “melhor acabamento” (e aqui não estou falando de beleza).

Após estas impressões iniciais, a conclusão: em geral, o Ubuntu Server 6.06LTS provê um bom ponto de partida para a construção de servidores, mas só. Você deve saber o que está fazendo (mas se você está fazendo um SERVIDOR, se pressupõe que você saiba), e o conjunto de software incluídos nos repositórios padrão é de uma gama incrível, faltando apenas um ou outro pacote, mas que se encontra nos repositórios universais. Acredito que com o maior uso que a distribuição já está tendo, e seguindo este caminho, é apenas questão de tempo até as empresas começarem a homologar serviços para esta distribuição (alô, Oracle?). Em breve, colocarei minhas impressões sobre outras versões do Ubuntu, como elas melhoraram (ou não), e também detalhando mais os testes de acordo com cada área e serviço.