Ubuntu Server 6.06 LTS

Categoria: Ubuntu | Palavras-chave: Sem palavras-chave

Olá! Meu nome é Marcos André Lucas, sou programador e administrador de redes, e moro em Erechim – RS. Conforme dito pelo Ivan neste post, eu estarei escrevendo alguns posts mais focados no lado “servidor” do Ubuntu e do Linux em geral. Assim, me junto ao colega André, no qual eu me “inspirei” na maior cara dura para este início, por meio do seu primeiro post :) .

Sou usuário Linux a pelo menos 5 anos, como profissional (por hobby, não lembro). Iniciei com RedHat, logo passando para o Conectiva Linux e nesta me apegando um pouco, sempre usando em servidores. Quando do Conectiva 9 (sofrível) e então do Conectiva 10 (o melhor), migrei também meu desktop para o Linux. Neste meio tempo, já trabalhei com Suse, UnitedLinux, Slackware, Debian, e desde 2005 passei a testar o Ubuntu, adotando este como meu Desktop definitivo quando da versão Ubuntu 6.06 LTS. De lá para cá, tento estudar melhor o Ubuntu Server para migrar os servidores já existentes e também focando em novas soluções.

E é exatamente neste ponto que eu quero focar o meu primeiro post: Ubuntu Server 6.06 LTS.

O que mais chamou a atenção neste lançamento do Ubuntu foi o suporte LTS, garantindo as atualizações por pelo menos 5 anos para servidores. Para Desktop’s, geralmente, isto não influencia, mas quando falamos de servidores em produção, não é incomum encontrarmos sistemas rodando por anos a fio sem parada, fazendo todas as operações de manutenção “a quente”. Além do lado técnico, temos também o lado “comercial”: é muito “mais fácil” convencer “aquele” gerente de TI sobre a solução a ser adotada, se você tiver uma empresa como a Canonical garantindo o suporte.

A instalação segue o padrão do Debian, e é rápido e relativamente simples fazer uma instalação básica. Algumas opções padrão do instalador também são uma mão na roda, como as partições LVM e a opção LAMP para servidores Web. Para instalações de muitos servidores, ou de instalações automatizadas (útil para clientes distantes), a opção existe e está lá, mas tive a opinião pessoal que o processo não está ainda muito bem documentado, dificultando a utilização deste recurso.

Caso desejado, pode se optar pela instalação onde o conjunto de pacotes instalados é minimalista, apenas o suficiente para entrar na rede e mais um pouco, opção na medida para instalar um servidor desde o início. Nenhuma porta está aberta no desde o primeiro boot, sendo uma preocupação a menos. Porém, uma característica talvez indesejada é que ele vai abrindo as portas automaticamente conforme você instala os pacotes.

Em alguns testes, notei que é fácil e rápido levantar um servidor de E-mail, um servidor Web, ou de aplicações de Intranet (Samba, Nfs, Cups, etc). Em 10 minutos, todos os pacotes já estavam rodando, com uma configuração inicial satisfatória e bem fechada. Porém, a customização de certos parâmetros “fora do usual”, se mostraram um pouco difíceis, visto que o sistema não ajuda em nada a localizar as opções ou os arquivos de configuração, e quando estes se encontram facilmente, estão sub-divididos em várias partes não muito bem documentadas. Isto pode ter sido apenas um efeito inicial, por eu ainda não estar acostumado com a estrutura do mesmo, mas acredito que poderia ser dado neste detalhe (estrutura e documentação) a mesma atenção dispensada à interface gráfica, de maneira a ter um “melhor acabamento” (e aqui não estou falando de beleza).

Após estas impressões iniciais, a conclusão: em geral, o Ubuntu Server 6.06LTS provê um bom ponto de partida para a construção de servidores, mas só. Você deve saber o que está fazendo (mas se você está fazendo um SERVIDOR, se pressupõe que você saiba), e o conjunto de software incluídos nos repositórios padrão é de uma gama incrível, faltando apenas um ou outro pacote, mas que se encontra nos repositórios universais. Acredito que com o maior uso que a distribuição já está tendo, e seguindo este caminho, é apenas questão de tempo até as empresas começarem a homologar serviços para esta distribuição (alô, Oracle?). Em breve, colocarei minhas impressões sobre outras versões do Ubuntu, como elas melhoraram (ou não), e também detalhando mais os testes de acordo com cada área e serviço.

Publicado em 20 de Maio de 2007 | 3 Comentários

Marcos André Lucas

Marcos André Lucas

Analista de Sistemas, Consultor de TI, Professor Universitário de Redes e Servidores, Pai do Vinícius e gordinho boa pinta nas horas vagas ;)

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3 Comentários

  1. Andre Almeida disse:

    Aê Marcos, muito bom o teu post. =)

    Caiu bem num domingão, uma leitura agradável.

    Parabéns.

  2. Existem especulações quanto a Oracle e Ubuntu.

  3. Marcos A. Lucas disse:

    André, obrigado pelo comentário. Acredite, você ter gostado é um ótimo parâmetro pra mim :), espero repetir o bom texto nos próximos.

    Pois é, Ivan, espero que se torne verdade. Será muito melhor ter uma única distribuição para (quase) tudo, do que ter um ou outro específico só por conta do Oracle (não só o Oracle).

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