Ubuntu 8.04 Alpha 5, primeiras impressões

Comecei a fazer testes mais sérios com esta alpha da próxima versão do Ubuntu e já posso começar a tirar minhas conclusões.

A nova versão virá com boas mudanças como a adoção do Brasero como programa padrão de gravação de CD/DVD.

Xorg 7.3 que tende a facilitar “acidentes” onde o usuário é remetido para o shell. Passei por esta infeliz situação e tive uma feliz e infeliz constatação. Ao cair no shell me foram dadas 3 opções e entre elas estava o “Tentar corrigir o X”, onde o sistema tenta corrigir seu xorg.conf para que o X volte a ser carregado normalmente. Ao utilizar esta opção tive a feliz constatação de que o X foi corrigido e consegui entrar na interface gráfica, no entanto isso não passou pelo próximo boot onde o X voltou a apresentar o mesmo problema anterior.

PolicyKit que permite que algumas tarefas dentro de aplicações normais sejam executadas com privilégios de administrador. Esta ferramenta funcionou perfeitamente depois de o sistema estar instalado mas não enquanto rodando pelo Live CD. Tenho internet via rádio e preciso definir endereços IP manualmente e esta opção me pediu por senha. Tentei sem senha e a senha “ubuntu” que não funcionaram e então tive que instalar o sistema para só assim poder configurar a rede.

O Firefox 3 beta 3 deve ter algo contra o plugin de estatísticas do wordpress porque ele costuma entrar na página do perfil sempre que se clica no link das estatísticas além de não guardar a senha apenas nesta parte do site.

O Transmission foi uma ótima modificação para bittorrent. Nunca gostei muito do gnome bittorrent.

Para conectar a desktops utilizando VNC o Vinagre é um bom programa mas ainda gosto do “Cliente de Terminal Server” que a princípio não está mais utilizando o protocolo VNC por padrão, pelo menos estava desabilitada a opção na seleção de protocolos.

Uma coisa que sempre procurei foi um plugin que fizesse com que o nautilus mostrasse a taxa de transferência de arquivos mas nunca fui feliz. Agora posso contar com o “Gnome Virtual Filesystem” que além desta tarefa, futuramente permitirá que arquivos da lixeira sejam restaurados.

Um probleminha que passou pelos desenvolvedores foi o ícone do Firefox na barra superior, ao lado do menu, que não foi configurado corretamente e ficou apenas com um lançador sem sentido na barra. Pelo menu “Aplicações -> Internet” o firefox está funcionando corretamente.

O Ubuntu Hardy promete como todas as versões já lançadas pela Canonical. A versão alpha tem os problemas normais de uma versão alpha mas seu uso não é impossível. Agora nos resta esperar pela versão beta.

Imprensa brasileira….

Passado o susto de um possível anúncio da liberação do código fonte de produtos da Microsoft como Windows e Office, vamos aos detalhes que mostram que o discurso da gigante continua praticamente igual ao de sempre.

Grandes sites de notícias como O Globo anunciaram que a gigante de Redmond estaria para abrir os códigos fontes de seus principais produtos. Estes sites parecem que não gostam muito de ler o que empresas divulgam ou então não entendem nada do assunto que estão escrevendo.

A Microsoft utilizou o termo abrir quando se referiu à divulgação da documentação das APIs de seus principais produtos. Isto significa que programas de terceiros poderão conversar com mais facilidade com os produtos da Microsoft. Em lugar algum a Microsoft diz que irá abrir os códigos fontes de seus produtos.

Estamos precisando urgentemente de uma imprensa mais séria que noticie apenas o que a notícia realmente é, não precisamos que “fatos” sejam inventados. Estou procurando algum site que mereça o meu respeito por ter conteúdo imparcial e totalmente verdadeiro.

Dê uma olhada no artigo postado no br-linux para ver os detalhes sobre o assunto.

OBS: Não esqueça de votar na enquete ao lado.

Google Adsense

Um ano de divulgação de propagandas do Google Adsense e finalmente chegou a hora de receber o tão esperado pagamento. Em um ano de uso do sistema consegui acumular um total de aproximadamente U$ 134,00 e já estava fazendo planos para o tão esperado pagamento. Isto mesmo, estava fazendo planos.

No dia 18 de fevereiro de 2008 fiz meu login rotineiro na minha conta do Adsense para verificar como estava o meu saldo e fui surpreendido por uma página dizendo que minha conta estava bloqueada e que eu estaria recebendo um email explicando os motivos. Na mesma página estava um link onde era explicado o caso mais comum de bloqueio de contas, cliques falsos. A conta foi bloqueada durante a manhã e esperei até a noite pelo tal email mas não recebi nada. Resolvi então procurar alguma forma de saber os motivos que levaram ao bloqueio da conta e encontrei um formulpario para “protesto” e então enviei o meu “protesto” para análise. A resposta foi até grosseira. Disseram que meu site era considerado um perigo para os anunciantes e que minha conta continuaria bloqueada.

Fiquei chateado com a situação principalmente por não terem me apresentado bons argumentos para o perigo que o blog representa para os anunciantes. Minha primeira ação foi retirar todos os blocos de anúncio do blog. Depois fiquei conversando com um amigo sobre o acontecido e ele achou tudo muito estranho também mas infelizmente não tenho mais o que fazer.

O último pensamento que me veio na cabeça foi a lembrança do artigo “Google, revolução ou problema?“. Será que alguém lá dentro leu e não gostou?

Agora estou procurando por alguma maneira de ter algum retorno com o blog para pelo menos pagar uma hospedagem já que a atual não vai durar para sempre. Se alguém estiver interessado em patrocinar o blog faça o favor de entrar em contato.

Gnome-do

Uma ferramenta muito útil e copiada sem nenhuma vergonha do Mac OS X. Sim, ao contrário de alguns sistemas poprietários, o software livre assume quando copia uma idéia e diz de onde a idéia veio. O Gnome-do é uma implentação livre da ferramenta Quicksilver do sistema operacional Mac OS X.

O que o Gnome-do faz de bom? Com ele é possível abrir programas, arquivos e páginas da internet simplesmente digitando as palavras-chave. Abaixo você pode ver um vídeo com o gnome-do em ação.

Para instalar o gnome-do no seu Ubuntu siga os seguintes passos.

Adicione estes dois repositórios no seu sources.list

    deb http://ppa.launchpad.net/rharding/ubuntu gutsy main
    deb-src http://ppa.launchpad.net/rharding/ubuntu gutsy main

Depois copie e cole a linh abaixo no terminal.

    $ sudo apt-get update && sudo apt-get install gnome-do

Com isto você terá o Gnome-do instalado no seu computador. Agora vamos ver como utilizar esta ferramenta.

Vá no menu Aplicações -> Acessórios -> Gnome Do. Com isso o utilitário estará rodando e você pode começar a utilizá-lo pressionando as teclas Suber+Space e comece a digitar o nome de algum programa como por exemplo Rhythmbox. A tecla Super é conhecida também como tecla Windows(é a tecla que tem o desenho do windows).

Mais informações podem ser encontradas na wiki em inglês.

Migrando para Linux(Gerenciador de arquivos)

Continuando com os artigos relacionados a migração para Linux, temos que falar como trabalhamos com os arquivos no Ubuntu. Algumas poucas mudanças aconteceram no tratamento de arquivos do Ubuntu deste a versão 7.04 até a atual versão 7.10. Entre as mudanças estão o suporte a ntfs para escrita e leitura e a criação de pastas pré-definidas para Documentos, Vídeos, Músicas e Imagens.

Começando, tudo o que diz respeito ao gerenciamento de arquivos no Ubuntu(Gnome) fica localizado no menu Locais.

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Clicando em “Pasta Pessoal” temos o gerenciador de arquivos aberto e os arquivos e pastas da pasta principal do usuário serão mostrados. A esquerda temos locais pré-definidos para facilitar o acesso a algumas pastas. Entre os locais temos o “Home”, pasta principal do usuário; “Área de Trabalho”, onde são mostrados arquivos e pastas que estão na área de trabalho do usuário; “Sistema de Arquivos”, onde podemos visualizar todos os arquivos e pastas do sistema; “Lixeira” onde ficam os arquivos apagados pelo usuário; Temos também algumas pastas que facilitam a organização dos arquivos por tipo como Documentos, Músicas, Imagens e Vídeos além de todos os dispositivos removíveis como disquetes, drives de CD/DVD ou pendrives.

captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-1.png

Vamos botar a mão na massa e começar a utilizar o Gerenciador de Arquivos. Clicando com o botão direito do mouse em uma pasta temos um menu pop-up aberto com as seguintes opções:

  • Abrir: abre a pasta
  • Abrir em nova Janela: abre a pasta em uma nova janela
  • Abrir com Outra Aplicação: agre a pasta com algum programa que pode ser escolhido pelo usuário
  • Recortar: seleciona a pasta para ser movida para outro local
  • Copiar: seleciona a pasta para ser copiada para outro local
  • Colar na Pasta: copia ou move para a pasta selecionada um conteúdo anteriormente selecionado
  • Criar Link: cria um link para a pasta
  • Renomear: renomeia a pasta
  • Mover para a Lixeira: move a pasta para a lixeira
  • Compartilhar pasta: compartilha o conteúdo da pasta para ser acessível pela rede
  • Criar Pacote: cria pacotes compactados em vários formatos como zip, bzip, etc
  • Enviar para: prepara a pasta para ser enviada por email
  • Propriedades: mostra detalhes sobre a pasta

Estas opções também são mostradas para arquivos.

As propriedades dos arquivos nos dão muitas informações sobre o/s arquivo/s selecionados. As imagens abaixo mostram todas as informações disponibilizadas pelo gerenciador de arquivos.

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Na tela abaixo você pode ver como se parece a lixeira no Ubuntu.

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Ao clicar no menu “Locais -> Meu Computador” você verá uma janela parecida com a imagem exibida abaixo. Serão mostrados os dispositvos de armazenamento como discos, drives de CD/DVD, disquete e outros discos removíveis como cartões de memória.

captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-12.png

Nas imagens abaixo podemos ver os menus “Arquivo” e “Editar”.

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No menu “Editar” temos uma opção para personalizarmos um pouco nosso gerenciador de arquivos. A opção é “Planos de Fundo e Emblemas”. Nesta opção podemos alterar planos de fundo, emblemas e algumas cores.

captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-15.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-16.png

Na opção “Preferências” temos mais algumas modificações que podemos fazer.

captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-17.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-18.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-19.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-20.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-21.png

Abaixo podemos ver os menus “Ver”, “Ir” e “Marcadores”.

captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-22.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-23.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-24.png

Os marcodores são “pastas pré-definidas” para acesso rápido. Os marcadores podem ser adicionados no Menu “Marcadores” e após adicionados ficarão disponíveis no menu da esquerda como na imagem abaixo onde adicionei o marcador “Modelos”. Podemos ver também a janela onde alteramos Marcadores já existentes.

captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-25.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-26.png

O último menu do gerenciador de arquivos é o menu de Ajuda onde temos as opções de “Sumário”, “Obter Ajuda Online”, “Traduzir Esta Aplicação”, “Reportar um Problema” e os créditos do programa na opção “Sobre”.

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No menu de “diretórios” que fica na parte esquerda do gerenciador de arquivos podemos mudar o modo de visualização da “árvore”. As opções disponíveis são “Locais”, “Informações”, “Árvore”, “Histórico”, “Notas” e “Emblemas”. Todas as opções são mostradas nas telas abaixo.

captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-28.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-29.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-30.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-31.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-32.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-33.png

Como exemplo de iteração com os arquivos e pastas do sistema podemos mostrar o criador de pacotes(arquivos compactados). Simplesmente clique com o botão direito sobre um arquivo ou pasta e seleciona “Criar Pacote…”. Na janela que se abre temos um menu com todos os pacotes passíveis de serem criados pelo sistema. Selecionamos um tipo, nome e o local onde queremos salvar o pacote e mandamos criar. Ao final do processo temos um arquivo compactado no formato escolhido.

captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-34.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-35.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-36.png  captura_da_tela-ubuntu-vmware-server-console-37.png

Para finalizarmos nosso tutorial temos dois modos de visualização dos arquivos do sistemas. Os modos são “Ver como ícones” e “Ver como lista” como podemos ver abaixo.

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VirtualBox utilizando “Interface do Hospedeiro”

logo_vbox.pngDesde que comecei a utilizar o VirtualBox como solução doméstica para virtualização tenho tentado fazer minhas máquinas virtuais se comunicarem com os demais computadores da rede, até hoje não tinha tido sucesso. Sempre tentei fazer a coisa da maneira mais difícil possível. Tentando sem ler documentação não consegui chegar nem perto da solução desejada. Ontem em uma inspirada madrugada resolvi ler a documantação do VirtualBox e lá estava um capítulo explicando como fazer isto no Ubuntu e outras distribuições Linux.

Vamos aos passos para fazer tudo funcionar.

A primeira coisa a fazer é instalar o pacote bridge-utils

    $ sudo apt-get install bridge-utils

Depois você deve adicionar uma entrada no arquivo /etc/network/interfaces que descreva a “ponte”. Abaixo um exemplo de uma ponte chamada br0.

    auto br0
    iface br0 inet dhcp
    bridge_ports eth0

No exemplo temos uma rede com endereçamento IP dinâmico mas nada impede que você defina um endereço IP fixo.

Reinicie os serviços de rede com o seguinte comando:

    $ sudo /etc/init.d/networking restart

Com isso a ponte será iniciada mesmo reiniciando o sistema.

Agora siga os seguintes passos que são específicos para sistemas Ubuntu e Debian:

    $ sudo apt-get install uml-utilities

Para que o VirtualBox tenha acesso a interface, o usuário que rodará a máquina virtual deve ser adicionado ao grupo uml-net. Execute o comando abaixo substituindo pelo usuário que executará a máquina virtual:

    $ sudo gpasswd -a <user> uml-net

Será necessário logar novamente para que as permissões sejam aplicadas.

Agora você deve descrever uma entrada TAP no arquivo /etc/network/interfaces como abaixo:

    auto tap0
    iface tap0 inet manual
    up ifconfig $IFACE 0.0.0.0 up
    down ifconfig $IFACE down
    tunctl_user <user>

Novamente substitua pelo usuário que executará a máquina virtual. Altere também a linha onde está escrito “bridge_ports eth0” para que fique “bridge_ports eth0 tap0” sem as aspas.

Reinicie os serviços de rede e a mágica estará feita.

Como esta empreitada foi realizada durante a madrugada, podem haver algumas falhas neste tutorial. Não exite em reportar meus esquecimentos nos comentários.

Querendo conhecer mais um pouco sobre o VirtualBox, temos um bom tutorial no blog do Leandro Santiago.