Mudanças na resolução DNS no Ubuntu 12.04

Se você pretende migrar pra o Ubuntu 12.04 e costuma fazer configurações manuais diretamente no arquivo resolv.conf esta notícia é para você.

As mudanças são resultado da implementação do foundations-p-dns-resolving e as duas maiores mudanças são:

Mudança no gerenciamento do resolvconf

O resolvconf é um conjunto de scripts que gerenciam a resolução DNS. A diferença mais notável será que toda a configuração feita diretamente no arquivo resolv.conf será perdida sempre que os scripts do resolvconf seja invocado. Ao invés de usar o arquivo, o usuário deve fazer alteração através de ferramentas como o gerenciador de redes ou então outros arquivos segmentados.

Mas o melhor ainda é dar uma olhada no manpage do resolvconf.

Usar dnsmasq como “resolvedor” local

Esta é a segunda grande mudança. Nas instalações Desktop, o servidor DNS passará a ser o endereço 127.0.0.1 que apontará para um servidor dnsmasq.

Isto foi feito pensando, entre outras coisas, em ajudar a melhorar o tratamento de DNS em redes VPN, principalmente em caso de splits(quedas).

Em caso de quedas, o gerenciador de DNS poderá enviar requisições para vários servidores DNS sem que o usuário fique sabendo disso pois as suas requisições sempre irão para o mesmo endereço local 127.0.0.1.

Para saber mais detalhes sobre esta mudança, recomendo visitar este site(em inglês).

Opencast episódio 7 – Grupos regionais, SOPA, PIPA, ACTA e outras cositas

Voltamos com mais um episódio do Opencast, agora no novo formato prometido e que iremos manter daqui para frente. Como todo brasileiro, atrasei um pouco as coisas devido ao carnaval, não por ser folião, mas por ter me afastado da civilização durante esta festa.

Neste episódio Eu(Ivan), Diego, Tiago e mais a participação especial do meu cachorro, com um latido, conversamos um pouco sobre as notícias que julgamos mais importante no mundo do Software livre desde o início do ano até agora. Entre os assuntos abordados estão os Grupos Regionais do Ubuntu, os projetos que pretendem controlar a internet mundial, Mandriva, Ubuntu e alguns outros assuntos que surgiram durante nossa conversa.

Links do episódio:

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Youtube: Tecnologia Aberta

E-Mail: opencast@tecnologiaaberta.com.br

Feed do Opencast: http://tecnologiaaberta.com.br/feed/opencast/

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I BootCamp OeSC-Livre Xanxerê: Inscrições abertas!

O Grupo de Usuários de Software Livre do Oeste Catarinense, em parceria com a Unoesc Xanxerê, tem o prazer de convidar a todos os interessados para o evento I BootCamp OeSC-Livre Xanxerê, a se realizar no Auditório da Unoesc no sábado dia 10 de Março.

A grade com palestrantes de várias cidades da região já está disponível, e as inscrições estão abertas. Se você é da região, participe! Ajude a divulgar e reforçar a cultura do Software Livre no Oeste Catarinense, participando do OeSC-Livre e prestigiando os nossos eventos!

Protesto, Opencast e Review Semanal

Pretendia prestar estes esclarecimentos antes mas a internet dos hotéis por onde passei não ajudou nada, nem para escrever um post servia.

O primeiro ponto é falar porque o prometido protesto contra os bancos que não respeitam seus correntistas que utilizam Linux. Resolvi aguardar um pouco mais porque muitos estão relatando problemas com bancos que fornecem suporte a Linux, o que faria com que a credibilidade do protesto fosse por água abaixo. Quero seriedade de quem relatar problemas com bancos, então vamos fazer uma força primeiro para falar do banco depois.

Outro ponto é o Opencast que está gravado e parcialmente editado, falta apenas sonorizar e colocar alguns efeitos, coisa que farei neste final de semana. Esta finalização ficou faltando devido ao meu isolamento durante o carnaval e uma imprevista viagem logo que voltei para o trabalho.

O motivo para o Review Semanal não ter saído é o mesmo do Opencast, com a diferença de que ele nem foi gravado, mas não se apavorem, neste final de semana tem novo episódio.

Disponível a edição 34 da Revista Espírito Livre

Revista Espírito Livre - Ed. #034 - Janeiro 2012

Revista Espírito Livre – Ed. #034 – Janeiro 2012

Revista Espírito Livre - Ed. n #034 - Janeiro 2012
Revista Espírito Livre - Ed. n #034 - Janeiro 2012

O ano de 2012 começa animado para uns e paradão para outros. Enquanto alguns de nós simplesmente não sabe o que são férias, outros conseguem a tão sonhada paz de espírito em um mês quase “morto” em nosso calendário. Mas como assim um mês morto? Simples. A quem diga que o ano realmente só começa depois do nosso amado e odiado Carnaval. E não é pra menos. Vários de nós só faz planos realmente para depois deste feriado. E o que isso tem a ver com tecnologia? Tudo! Afinal, a rede não para, as conexões não param, os servidores não param para uma folga de fim de semana ou feriado prolongado. Pense por um instante: em qual momento os seus processos no servidor estão mais desprotegidos? No momento em que você está com o terminal aberto, monitorando as ações do servidor ou no meio da noite, enquanto muitos de nós dormem e alguns poucos navegam pela estrada da informação? Pense nisso. Ainda tem mais: e quando você dorme com o inimigo, tendo ao lado de sua mesa alguém que pode por em risco toda sua infraestrutura de dados? Mas quem invade um sistema comprometendo-o a ponto de inutilizá-lo é o mesmo que lhe informa, reportando sobre um bug no seu sistema? Você realmente acha que estes indivíduos são todos iguais? Pense de novo, afinal não podemos afirmar que um chaveiro é também um arrombador, como bem esclarece Wilkens Lenon em seu artigo. Alguns veículos de mídia normalmente colocam todos “dentro do mesmo balaio”, como se hackers, crackers, piratas, ativistas, usuários, fossem todos a mesma coisa, o que não é bem verdade. Talvez isso ocorra pra privilegiar alguns poucos ou simplesmente por falta de informação. Mas será mesmo falta de informação quando estamos falando justamente da sociedade da informação (e conhecimento)?

O tema de capa desta edição é bastante controverso, polêmico, por muitas vezes confuso e divide opiniões, já que muita gente diz muita coisa a respeito do tema. Alguns falam sem conhecimento de causa, simplesmente por que leram um texto ou tutorial na rede, e se colocam como se fossem hackers, por exemplo. Enquanto outros, por anos não puderam sequer se aproximar de algum computador ou celular. Sendo assim, de certa forma é compreensível haver tanta dúvida sobre o tema. Alguns são contra os hackers, outros são a favor. E existem outros que são contra os crackers e acham que todos estes são a mesma coisa: vândalos ou simplesmente piratas. Piratas de computador. Alguns, para se beneficiar, buscam criar legislações em países e/ou grupos para tratar os crimes cibernéticos. Leis que bloqueiam isso e aquilo, vasculham e peneiram seus dados, filtrando sabe lá o que. O que sabemos é que com o avanço da tecnologia, teremos cada vez mais novos dispositivos para saciar nossa ânsia e gosto por novidades, mas também teremos a nossa disposição (e também contra nós), cada vez mais possibilidades. Talvez sejam exatamente as possibilidades que todos estes buscam. Os mocinhos e também os bandidos.

E ficam algumas questões para reflexão: você já pensou na sua vida sem a presença dos hackers? Já pensou em todos os equipamentos que você já destravou, desbloqueou, dando aquele “jeitinho” ou com aquela gambiarra? Já pensou em todas as facilidades que os hackers trouxeram a sua vida e em todos os sistemas que você provavelmente usa justamente porque um hacker o fez e disponibilizou na rede? E pior, imagine se todos eles resolvessem cruzar os braços?

Em meio a esta confusão toda, tivemos o prazer de conversar com o Barba Ruiva (personagem criado por Alexandre Oliva). Barba Ruiva nos esclarece alguns pontos importantes em toda essa temática. Esperamos vê-lo por aqui outras vezes, mesmo este sendo um camarada muito ocupado.
Então cuidado ao confundir crackers, hackers, piratas, newbies, usuários avançados, peritos, modders e tantos outros, afinal, mocinhos e bandidos não são a mesma coisa. Seus propósitos são diferentes. E mais: ninguém gosta de ser confundido com o seu oposto.

Um grande abraço!

Kazam Screencaster 1.0 lançada

Olá a todos.

Quando eu ainda tinha tempo de procurar por temas para postar aqui no site, eu gravei alguns vídeos para a demonstração do mesmo, e utilizava o Kazam. Quando passei para o Ubuntu 11.04 não pude utilizá-lo, por que o seu desenvolvimento não estava indo muito bem e não havia suporte algum.  Hoje pela manhã navegando na internet vi que havia sido lançada uma nova versão do programa após muito tempo. Aqui vai uma lista das novidades:

  •  Possibilidade de gravar apenas determinadas regiões da tela.
  • Suporte para dois canais de áudio com suporte para volume.
  • Vídeo pode ser salvo em dois formatos: WebM ou Matroska.
  • Usa o gstreamer ao invés do ffmpeg.
  • A contagem de tempo para inciar a gravação é personalizável.
  • A janela de tempo agora tem largura customizável.
  • FPS ajustável.
  • Possibilidade de desativar a gravação do mouse.
  • A seleção do dispositivo de áudio é feito diretamente no PulseAudio. Para selecionar a gravação de áudio a partir de um microfone terá que selecionar na janela.

Para instalar é bastante simples, basta executar os seguintes comandos.

sudo add-apt-repository ppa:kazam-team/unstable-series
sudo apt-get update
sudo apt-get install kazam

Até a próxima.

Fonte: Web Upd8

Usuários Linux querem respeito dos bancos

Após ler várias pessoas reclamando de bancos que não respeitam seus correntistas e não disponibilizam versões dos Home/Office Banking para usuários de Linux, resolvi propor um protesto utilizando o que nós temos de mais forte, a própria tecnologia.

A ideia de protesto é simples. Um banco por semana será escolhido para receber uma enxurrada de tweets reclamando pelo direito de utilizar o Home Banking através do Sistema Operacional Linux. Em paralelo fazer o mesmo exaltando as instituições que já respeitam seus correntistas e disponibilizam versões completas de seus Home/Office Bankings para todos os usuários, independentemente do Sistema Operacional escolhido.

Como estamos em período pré-carnaval, acredito que não seja a melhor hora para começar a campanha e prefiro marcar a data para o começo deste protesto para após carnaval. Sendo assim, fica marcado para início dos protestos o dia 22 com o primeiro banco.

Os tweets serão publicados com a hashtag #HomeBankLinuxJa que foi sugerida pelo @rpupe_guitarra.

Não sou correntista de todos os bancos e não tenho como saber todos que desrespeitam seus clientes, então peço que me ajudem para manter a lista de bancos atualizada. Acessem o endereço http://ubuntuone.com/4QAQ8OAi77ft9R4DqRmrUF que será o local oficial onde manterei a lista dos bancos desrespeitadores. Para adicionar novos bancos mandem uma mensagem via twitter para @ubunterobr.

Mais novidades informo aqui ou no twitter @ubunterobr.

Menu clássico no Unity

Muitos ainda não querem conseguem se adaptar ao dash para acessar os aplicativos do sistema. Para estes usuários existem algumas alternativas de menu ao estilo arcaico do Gnome 2 e uma destas alternativas é o “Classicmenu indicator” que mostramos a instalação e operação neste artigo.

Para instalar adicione o ppa do projeto através do terminal(sempre indico o terminal por ser mais rápido e direto). Pressione as teclas Ctrl+Alt+t e digite os comandos abaixo:

sudo add-apt-repository ppa:diesch/testing
sudo apt-get update
sudo apt-get install classicmenu-indicator

Para iniciar o programa pressione a tecla Super e digite classic e o aplicativo aparecerá, só pressionar enter que ele aparecerá na sua barra.

O software ainda está em fase beta e problemas podem ocorrer, instale por sua conta e risco.

Acessar arquivos do Ubuntu no Windows

Muitos usuários ainda usam o formato de instalação Dual Boot e é frequente a necessidade de acessar arquivos que estão na partição do Ubuntu quando se está utilizando o Windows.

Uma solução adotada por muitos é ter uma partição NTFS para fazer esta troca de arquivos. Esta solução funciona parcialmente porque nem sempre os arquivos que queremos estão na partição de troca e é necessário fazer um reboot para entrar no Ubuntu para copiar os arquivos para um local que o Windows possa acessar.

Para solucionar de vez este problema, temos o programa chamado Ext2Read que pode ser baixado no sourceforge.

O programa não tem instalador, basta descompactar o arquivo e executar o programa. No Windows Vista ou Seven é necessário clicar com o botão direito no aplicativo e selecionar “Executar como Administrador”.

Veja algumas telas do programa:

Skype em tabs

Já pensou em ter o skype organizado em tabs? Isto é possível utilizando o skypetabs e para instalar siga os passos abaixo:

Abra o terminal pressionando Ctrl+Alt+t e digite os seguintes comandos:

sudo add-apt-repository ppa:keks9n/main
sudo apt-get update
sudo apt-get install skypetab

Depois de instalado inicie primeiro o skypetab pressionando a tecla Super e digitando skypetab e pressionando Enter. Depois inicie o Skype e veja a diferença.

Você pode perceber na imagem acima que todo o aplicativo fica na mesma janela, incluindo a lista de contatos.