Kubuntu não pretende utilizar o MIR

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Talvez o que eu vou falar seja besteira, mas esta é uma opinião pessoal sobre os mimimi’s referentes ao desenvolvimento do MIR e sua adoção.

Ao contrário do que muitos dizem, o desenvolvimento do MIR está licenciado sobre a GPLv3, o que garante que o projeto é e sempre será open source, algumas pessoas tentam implantar rumores de que esta licença dá liberdade para o fechamento do código em qualquer momento, mas isso não é verdade, a licença mantém as mesmas proteções das versões 1 e 2, apenas adaptada a legislação americana mais atual.

Outra coisa que enchem a boca para dizer é que o projeto é ruim porque é da Canonical. Hora, criticar um projeto open source só porque tem uma empresa injetando dinheiro é um absurdo. Se for assim, temos que criticar o Gnome por ter grande investimento da Red Hat, ou melhor, temos que criticar a Red Hat. Criticar projetos open source só porque são encabeçados por corporações é o mesmo que criticar a LIBERDADE pregada pela própria FSF.

Sei que existe outra iniciativa que no caso é o Wayland, mas curiosamente o seu desenvolvimento se arrastava lentamente sem muito avanço até que a Canonical se irritou e resolveu fazer seu próprio servidor, aí os desenvolvedores do Wayland resolveram começar a trabalhar e o projeto voltou a caminhar com algumas corridas durante o percurso. Isto é passível de crítica igual ou até maior no meu ponto de vista, o projeto deveria estar andando ou correndo já a algum tempo para tornar possível que distribuições a usassem.

Outro ponto, que deu o título desse post, é o fato de interface X ou Y dizer que não suportará o MIR. No meu ponto de vista, quem tem que suportar a interface X ou Y é o servidor gráfico. O servidor gráfico tem que dar ferramentas através de sua API para que as interfaces rodem . Isso inclui, como foi prometido, a retro-compatibilidade com interfaces desenvolvidas para rodar em outros servidores gráficos.

Já foi postado aqui e aqui algumas imagens mostrando interfaces gráficas que não “suportam” o MIR e que estão rodando nele, isso provaria que o que eu disse no parágrafo anterior está certo e que quem tem que suportar a interface gráfica é o servidor gráfico e não o contrário.

Talvez o texto esteja desconexo em algum ponto devido a isso ser apenas um desabafo. Quero deixar claro que não sou defensor da Canonical, mas não consigo ler absurdos e simplesmente aceitar como verdade, prefiro pensar com a minha própria cabeça e mudar de ideia sempre que algo me provar que isto é o certo a fazer.

Publicado em 27 de junho de 2013 | 15 Comentários

Ivan Brasil Fuzzer

Ivan Brasil Fuzzer

Faço parte do grupo Tchelinux(http://www.tchelinux.org). O Tchelinux é um grupo de voluntários que trabalha com software livre e ainda acredita que boas coisas podem ser feitas nesta comunidade; desde que saibamos repassar aos que estão iniciando que Software Livre é um aprender e repassar o conhecimento incessante. Sou líder do Ubuntu-BR-RS juntamente com a Marta Vuelma. Tentamos divulgar a distribuição e auxiliar novos usuários por todo o estado do Rio Grande do Sul, as vezes em outros estados também. Sou um amante incondicional de software livre. Vivo apaixonado pelo Ubuntu.

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15 Comentários

  1. Daniel San disse:

    Eu gostei do que você falou e até concordo. Mas eu acho que eles mudaram o foco. Antes mesmo que eles já estivessem mirando em lucros com o Ubuntu isso não interferia em nada com a liberdade dos usuários, com o que ele vai usar e ou é necessário em um desktop, o Ubuntu ia até em conjunto com a comunidade num geral, não apenas o “grupinho” deles.
    Porém de uns tempos para cá, como eles estão apenas focando em lucro, a meu ver é claro, eles estão deixando a comunidade de lado e fazendo coisas “apenas para o Ubuntu” quando o pensamento deveria ser fazer algo para a comunidade em geral.
    Eu até queria e quero que a canonical crie projetos do zero, pois irá melhorar muito a qualidade do Ubuntu, mas que seja de uma forma mais comunitária como sempre vinha sendo e como ela conquistou todos nos XD…
    Não acho que você vá concordar mais é isso o que eu penso =).

    • Na verdade o lucro sempre foi o foco, apenas isso não era tão claro no início porque precisavam criar o grupo de usuários, precisavam começar com algo.

      Concordo que a comunidade foi sendo deixada um pouco de lado, mas isso não foi de uma hora para outra e sem motivo. A Canonical precisa ganhar dinheiro, é uma empresa e vive disso. Como sou usuário desde a primeira versão, vi um projeto que tinha seus lançamentos sempre baseados no lançamento do gnome + 1 mês, até que uma hora o Gnome começou a retirar tudo o que os usuários necessitavam, é o que acontece agora inclusive com o Gnome-Shell. A Canonical tinha que fazer algo para manter seu negócio, aí veio o Unity. A Canonical viu que o futuro comercial está nos dispositivos móveis e o X não atende essa demanda. O Wayland era a alternativa, mas o projeto não andava e a Canonical continua precisando pagar suas contas e gerar lucros, então se fez necessário o Mir.

      O problema vai muito além da ideologia do software livre, qualquer empresa teria que tomar as decisões que eles tomaram, no passado outras grandes do software livre também tomaram decisões parecidas e até foram alvo do Stallman.

  2. Rafael Gontijo disse:

    Ivan, concordo com você em partes, no meu ponto de vista o problema não é agora no inicio do projeto, mas quando por acaso varias distribuições e ambientes gráficos adotem o Mir, e em um futuro próximo a Canonical (usando de seu direito) mude o projeto a ponto um ponto em que quebre a compatibilidade com estes outros ambientes.
    Não estou jugando a Canonical, financiar um projeto te da “poderes” para que ele caminhe para a direção que empresa necessite, ela não é o “Diabo” por isso, ela ira gastar muito dinheiro, pode e deve fazer isso quando necessário.
    Na minha opinião projetos importantes e centrais como o Kernel, Servidor Gráfico, Ambiente Gráficos, devem caminhas separadamente com um pensamento mais coletivo, o que infelizmente provavelmente não ocorra quando o projeto esta dentro de uma empresa, não estou falando que não exista casos assim, e muito menos se o Mir vai vim a ser ou não, mas que a probabilidade é maior de ser se ele fosse um projeto independente.
    Algum podem responder me falando se caso a Canonical quebre a compatibilidade, os outros projetos podem fazer um fork do projeto, realmente pode sim, mas isto deve gerar ainda mais duvidas para os fabricantes para dar suporte de seus hardwares, e fragmentar toda a comunidade.
    Infelizmente o caminho que estamos tomando não é bom, onde os fabricantes deveram dar suporte ao velho Xorg Server, e aos novos Wayland e Mir. Alguns podem me questionar dizendo que o suporte deve vim dos próprios projetos, mais sabemos que sem o apoio dos fabricantes esses suportes iram demora muito mais tempo, ainda mais com esta quantidade absurda de lançamentos que ocorre todos os anos.
    Espero ter deixado minha opinião clara. E parabéns pelo blog espero que continue com este projeto muito importante para a comunidade.

    • Na parte dos fabricantes, eles não estavam dando muita atenção ao X por seu código bagunçado e o Wayland era uma incógnita para todos pois só prometia e não mostrava nenhum avanço. Os fabricantes viram no Mir um caminho a seguir graças a Canonical estar encabeçando, coisa que um projeto totalmente comunitário dificilmente conseguiriam.

      Claro que teremos projetos como o Wayland que darão suporte aos drivers livres em prioridade, mas acredito que como usuário, os drivers livres ainda estão muito aquém e isso é culpa dos fabricantes. Também não acho que eles vão mudar tão cedo, eles não querem largar seus segredos para o concorrente fazer algo baseado em seu hardware.

      Entendo o medo, mas não entendo porque não se tem o mesmo medo perante a Red Hat, Suse, e outras grandes que também tomam suas decisões baseadas no mercado. Claro que a base de usuários é bem diferente, uns tem pouca base, outras tem base mais especializada que conhece os pormenores e não precisa fazer mimimi. O público do Ubuntu é mais leigo e suscetível a manobras por não conhecer tanto da parte técnica.

      Eu não discordo de ninguém, só não gosto quando os argumentos de alguns são vazios. Muitos falam mal só por não gostar do projeto e não por ele ser ruim ou prejudicial.

      Muito obrigado pelas suas colocações e aguardo mais colocações de outros visitantes do site.

  3. carlos disse:

    Não vejo nada errado em contribuição de empresa em projetos GPL. Acho que essa seria a ideia mesmo, em vez de termos mundos separados, ter uma comunidade onde todos contribuem.

    • Essa ideia é utópica, se tivermos mais de 1 pessoa, em algum momento estas pessoas irão discordar de algo, depois de outra coisa, e outra, e uma hora a “parceria” vai rachar. É assim no mundo real.

  4. Daniel San disse:

    Concordo com o que o Rafael Gontijo comentou. Negocio de dizer que eles precisavam fazer isso para poder lucrar “quebra” a história que a canonical “queria” lucrar com o suporte do Ubuntu… Mas em fim, apenas acho que em vez deles fazerem as coisas sozinhos eles deveriam fazer junto da comunidade, como faziam antigamente.
    Se o projeto do wayland estava parado e eles precisavam de algo novo para substituir o X eles deveria ter encabeçado um recomeço la no wayland assim tanto eles iriam ganhar por estarem “fazendo o que queriam”, como toda a comunidade por poderem contar com servidor gráfico moderno.
    No mais o Rafael já falou tudo =).

    • O problema está exatamente aí, quem comandava o projeto Wayland não deixava a coisa acontecer, no caso do abandono do Gnome-Shell antes mesmo do lançamento foram as retiradas de funcionalidades que eram decididas unilateralmente, não era coisa da comunidade também, nem é hoje, olhem para o nautilus e as besteiras que estão fazendo com ele, mesmo contra a comunidade. A Canonical não tinha o poder de fazer a coisa andar, podia contribuir, mas não fazer andar, para isso dependia dos mantenedores do projeto como em qualquer outro projeto.

      Para chegar a essa conclusão temos que conhecer um pouco de como a coisa anda nos projetos e não é assim tão comunidade nos outros projetos como se pensa, sempre tem alguém que é quem realmente diz o que é ou não é implementado e quando isso é implementado e no caso do Wayland esse “quando” ninguém sabia e acabava que não andava.

      Eu lembro, tenho que encontrar o link, que as fabricantes de GPU disseram que nem iam se coçar para fazer drivers para o wayland, vejam o que a Canonical fez, conseguiu com que eles desenvolvessem para o Mir, e aí, preferiam que ficássemos sem os drivers só para manter a ideologia?

      Se eu visse que dava para se manter com os projetos que já existiam, eu seria o primeiro a apoiar o que estão dizendo, mas isso não é possível.

  5. Antonio disse:

    Nunca vai dar para agradar a todos e concordo com seu desabafo do principio ao fim. Sou um user comum, com parcos conhecimentos avançados de Linux, mas devo a Canonical o fato de que uso Linux todo santo dia desde 2006, eu e outros tantos milhões provavelmente. Se a Canonical busca lucro, qual é o problema? Fornecendo a distribuição gratuitamente está de bom tamanho. Afinal nós somos livres de escolher a distribuição que mais gostamos. Não tem nada que a Canonical ou outra empresa qualquer possa fazer que me obrigue a escolher o que eles querem. E isso sim, é a verdadeira comunidade, o direito de podermos escolher em liberdade e até de criticar. Mas daí a condenar quem está efetivamente fazendo o Linux evoluir é sacanagem.

  6. Ignacio disse:

    Oras…

    1. Absolutamente nada mudou no desenvolvimento do Wayland com o lançamento do Mir.

    2. A versão 1.0 do Wayland foi lançada apenas em outubro de 2012. Ainda assim, 4 meses antes da Canonical anunciar o Mir. O Wayland demorou para chegar à versão 1.0 por conta de um preceito básico: ter uma API estável para o lado do cliente. É o mínimo necessário para que as toolkits e os aplicativos possam ser compatíveis com ele, do contrário, a cada nova versão do Wayland, a compatibilidade com as toolkits e com os aplicativos seria quebrada. Já quanto à API do Mir, sabe-se lá quando terá alguma estabilidade. Desenvolver um protocolo de servidor gráfico não é algo tão simples assim.

    3. Pouco após o lançamento da versão 1.0 do Wayland, já apareceram toolkits compatíveis com ele: Qt 5.0, GTK+ 3.8 e o EFL. Quanto ao Mir, esse nem se sabe como vai, pelo menos por enquanto deve utilizar patches downstream ou então o XMir.

    4. A compatibilidade de drivers, tanto com o Wayland quanto com o Mir, depende do uso da API EGL, e de componentes da pilha gráfica como o Mesa e o Cairo. Nesse sentido, os drivers livres já estão prontos. Quanto aos drivers proprietários: bom, é meio descabido esperar compatibilidade deles antes da versão 1.0 do Wayland.

    5. Não é uma questão de capricho. Os links onde você alega que os ambientes gráficos estão rodando sobre o Mir contem um erro básico: eles não estão rodando sobre o Mir, mas sim sobre o X, que por sua vez opera como um frontend para o Mir (XMir). Eu até postei nos comentários dos dois posts acerca disso. Não há uma única linha de código nos Gits do KDE, do GNOME, do Xfce ou LXDE para fazer com que esses ambientes trabalhem como compositores para o Mir. Aqui o link para servir de prova
    http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=MTM5NDQ

    5.1. Sim, existem problemas relacionados à licença, além de muitos outros. Martin Graßlin, desenvolvedor do KWin (gerenciador de janelas do KDE SC) explica muito bem isto neste post no blog dele.
    http://blog.martin-graesslin.com/blog/2013/05/mir-in-kubuntu/

    6. Para um ambiente de desktop rodar nativamente no Mir ou no Wayland, sem depender do X, ele é que vai ter que trabalhar como um compositor através do seu gerenciador de janelas, além de ter que contar com o suporte da toolkit. Ou seja, inevitavelmente o trabalho aqui recai sobre as costas de quem desenvolve os ambientes de desktop.

    • Discordo totalmente sobre não estar rodando no Mir. O XMir, como citei nos outros comentários, faz parte do Mir, logo eles estão rodando sobre o Mir. O XMir é a camada de compatibilidade, para aplicativos que dependam do X, rodarem sobre o Mir.

      Eu não falei em momento algum que demorou para chegar a versão 1.0 e o fato de lançar uma versão 1.0 nada tem a ver com o projeto estar andando, o que realmente não estava acontecendo, o projeto realmente começou a andar e receber apoio depois que a Canonical lançou o Mir, antes muito se discutia e nada de decidia. Veja que em muito menos tempo o Mir conseguiu chegar ao mesmo patamar que o Wayland. Isso é mais do que prova de que o desenvolvimento do Wayland se arrastava. Só por curiosidade, o Wayland começou a ser desenvolvido em 2008.

      Citar postagens do Martin é complicado. Mas nos atendo ao texto que colou o link, vejo apenas ele levantando rumores e sendo bem parcial, tentando levar o assunto para um lado que fique favorável a ele dizer que o Mir é ruim por que é ruim. Ele ainda fala besteira sobre licenciamento da GPLv3 que é apenas uma atualização legal da GPLv2 deixando explícito o que já era dito na GPLv2 nas entrelinhas, pontos que são exigências da legislação americana.

      Sobre os drivers não é descabido, os fabricantes que disseram que só vão desenvolver para o Wayland quando ele estiver pronto e sendo entregue como padrão em alguma distro, já para o Mir, eles estão trabalhando junto no desenvolvimento, este é um ponto que conta bastante para o Mir. Claro que eu preferia que os drivers livres tivessem qualidade igual aos proprietários, mas enquanto isso não se torna realidade, temos que usar as “armas” que temos.

      Se o Mir vai ser tudo o que promete? Não sei. O mesmo posso dizer do Wayland. Eu espero que os dois sejam um sucesso e que esse empurrão dado pelo Mir faça com que o Wayland decole e seja tudo o que promete também.

  7. Ignacio disse:

    Só uma dúvida: seria possível incluir suporte à tags de quote e de visualização dos comentários antes enviá-los? Isso facilitaria as coisas…

    “Discordo totalmente sobre não estar rodando no Mir. O XMir, como citei nos outros comentários, faz parte do Mir, logo eles estão rodando sobre o Mir. O XMir é a camada de compatibilidade, para aplicativos que dependam do X, rodarem sobre o Mir.”

    Sim, mas são conceitos diferentes. Usar o ambientes de desktop dessa forma continua atrelando eles à toda a gama de problemas existentes no X. Além disso, faz a performance dos aplicativos caírem, como pode ser visto nestes benchs.
    http://www.phoronix.com/vr.php?view=18821

    “Eu não falei em momento algum que demorou para chegar a versão 1.0 e o fato de lançar uma versão 1.0 nada tem a ver com o projeto estar andando, o que realmente não estava acontecendo, o projeto realmente começou a andar e receber apoio depois que a Canonical lançou o Mir, antes muito se discutia e nada de decidia. Veja que em muito menos tempo o Mir conseguiu chegar ao mesmo patamar que o Wayland. Isso é mais do que prova de que o desenvolvimento do Wayland se arrastava. Só por curiosidade, o Wayland começou a ser desenvolvido em 2008.”

    Vou voltar pra questão central: desenvolver um servidor gráfico ou um protocolo de servidor gráfico é uma tarefa complicada. E as coisas ficam mais complicadas ainda quando você tem o objetivo de manter a API por vários anos. Lembre-se que o Wayland nasce como uma solução agnóstica, e não desenvolvida com apenas uma distro em mente. Assim que a API do lado do cliente foi estabilizada, na versão 1.0, o Qt ganhou o suporte ao Wayland. O GTK+ ganhou o suporte à versão 1.0 do Wayland na versão 3.8, e o suporte para CSD (Client Side Decoration) virá na versão 3.10. No caso do GTK+ 3.6, já havia até suporte para o Wayland, mas como houve quebras de API, ele não traz suporte à versão 1.0. Recentemente foi a lançada a versão 1.1 do Wayland, e mantendo a API do lado do cliente, como deverá ser durante toda a série 1.x (ainda há algumas quebras de API do lado do servidor, mas Kristian Høgsberg pretende resolver isso nas próximas versões).

    Enquanto isso, eu ainda não vi nem algum sinal de API estável no Mir nem os devs do GTK+ ou do Qt falando em suporte oficial para o mesmo. Também ainda não vi uma versão final do Mesa ou do Cairo com o suporte ao Mir (sendo que o Wayland já tem isso). E você ainda me diz que o Mir já chegou no patamar do Wayland????

    ” Ele ainda fala besteira sobre licenciamento da GPLv3 que é apenas uma atualização legal da GPLv2 deixando explícito o que já era dito na GPLv2 nas entrelinhas, pontos que são exigências da legislação americana.”

    Ledo engano. A GPL v3 tem grandes diferenças em relação à GPL v2. E mais: ela é incompatível com a GPL v2, de acordo com a própria FSF.
    http://www.gnu.org/licenses/gpl-faq.en.html#v2v3Compatibility

    “Sobre os drivers não é descabido, os fabricantes que disseram que só vão desenvolver para o Wayland quando ele estiver pronto e sendo entregue como padrão em alguma distro, já para o Mir, eles estão trabalhando junto no desenvolvimento, este é um ponto que conta bastante para o Mir. ”

    Pois bem: o GNOME 3.10 já estará com a maior do suporte para o Wayland pronto. Na versão 3.12, que deverá ser lançada em março de 2014, ele já deverá usar o Wayland por padrão.

    A nVidia recentemente especulou em migrar os seus drivers do GLX para o EGL, o que a princípio deverá compatibilizá-lo tanto com o Mir quanto com o Wayland.

    • Sobre a primeira pergunta, tenho que estudar sobre isso.

      A primeira colocação, claro que vai perder desempenho, não tenho dúvidas, a não ser que os desenvolvedores sejam ninjas e aí deveriam contribuir com essas técnicas no próprio X.

      Para a segunda colocação não tenho nada a “retrucar”, me convenceu.

      Na terceira, o fato de ser incompatíveis implica apenas que os códigos não podem ser mesclados, mas uma coisa sendo módulo da outra, já pode sem problemas.

      E finalmente, que ótimo que estão compatibilizando para os dois. :D

  8. Ignacio disse:

    “A primeira colocação, claro que vai perder desempenho, não tenho dúvidas, a não ser que os desenvolvedores sejam ninjas e aí deveriam contribuir com essas técnicas no próprio X.”

    O curioso é que no XWayland isso aparentemente não está ocorrendo…
    http://openbenchmarking.org/result/1306302-UT-MERGE572853
    http://openbenchmarking.org/result/1306306-UT-MERGE610023

    Os benchmarks são poucos, porque de acordo com quem os fez, houve crashes no Weston. Há também quem esteja dizendo que o XMir está rodando usando no fundo o X como compositor, e que isso seria o responsável pela queda de performance, mas não tenho como confirmar isso agora.

    “Na terceira, o fato de ser incompatíveis implica apenas que os códigos não podem ser mesclados, mas uma coisa sendo módulo da outra, já pode sem problemas.”

    Não é assim que a banda toca.
    http://www.gnu.org/licenses/gpl-faq.en.html#AllCompatibility

    Ou seja, um compositor não poderia ser escrito para o Mir usando a GPL v2 como licença. No caso do KWin e da maior parte do KDE, que é GPL v2+, isso tornaria o seu código GPL v3-only. Como Martin expĺica…

    “KWin (and most KDE software) is GPLv2-or-later, this would no longer be possible, it would turn our code into GPLv3-only as KWin (or any other software which would depend on mir-server) would be a derived work of Mir. I do not consider GPLv3-only software as a possible dependency of any core part of our application stack. It renders a serious threat for the future in case of a GPLv4 which is not compatible with GPLv3. ”

    Em tempo: o Lubuntu anunciou que deverá seguir a mesma direção do Kubuntu.
    http://lubuntublog.blogspot.com.br/2013/06/lubuntu-willl-not-ship-mir.html

    • Aí que está o que eu disse de levar a coisa para o lado que interessa. Lá diz em combinar código, e uma coisa é o código do Mir, outra coisa é o código do KWin. Até onde eu sei o KWin não seria parte do Mir, mas seria uma implementação que usaria o Mir, sem inserir código no Mir, logo o que o Martin “epxlica” não faz sentido algum. Veja esta passagem “and you want to somehow incorporate code from that into a project that you’re releasing”. Se não tem código de um inserido no outro, cada um pode usar a sua licença.

      Bom, mas eu vou propor algo melhor para chegarmos a uma conclusão definitiva. Ainda estou procurando alguns profissionais da área de direito para falar sobre licenciamento de software no Opencast, se alguém tiver nomes para indicar eu fico muito agradecido. Quando achar essas pessoas, vou fazer todas estas perguntas de junção de código, o que cada licença diz. Meu foco será nas licenças GPL, BSD e a EULA da Microsoft. Claro que num futuro podemos falar sobre as outras licenças.

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