Redução no valor do Ubuntu Edge

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Falta pouco tempo para ser finalizada a campanha de arrecadação de fundos para a fabricação do Ubuntu Edge e a Canonical reduziu o valor do smartphone/computador de bolso. Agora também só temos um único valor para a compra de um aparelho único que é de $ 695 + $ 30 no nosso caso para custos com envio.

Eu estava fazendo uma força para arrumar dinheiro para fazer a compra do meu, mas já estava difícil. Ao perguntar nas redes sociais se alguém tinha noção do valor dos impostos para esta importação, Anderson Dos Santos me indicou o site tributado.net onde pude calcular a mordida do governo para este caso. Não preciso dizer que me assustei e desisti de adquirir um. Veja na imagem abaixo o resultado da minha simulação.

simulação-de-impostos-ubuntu-edge

Infelizmente, com estes valores, minha colaboração não passará dos $ 20 para não dizer que não ajudei em nada. Espero que vocês tenham mais condições e consigam fazer uma gorda colaboração com a Canonical e com nosso governo.

Publicado em 8 de agosto de 2013 | 6 Comentários

Ivan Brasil Fuzzer

Ivan Brasil Fuzzer

Faço parte do grupo Tchelinux(http://www.tchelinux.org). O Tchelinux é um grupo de voluntários que trabalha com software livre e ainda acredita que boas coisas podem ser feitas nesta comunidade; desde que saibamos repassar aos que estão iniciando que Software Livre é um aprender e repassar o conhecimento incessante. Sou líder do Ubuntu-BR-RS juntamente com a Marta Vuelma. Tentamos divulgar a distribuição e auxiliar novos usuários por todo o estado do Rio Grande do Sul, as vezes em outros estados também. Sou um amante incondicional de software livre. Vivo apaixonado pelo Ubuntu.

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6 Comentários

  1. Ernandes Fernandes disse:

    O valor do imposto de importação é assim absurdo, pois nossa política tributária foi desenhada no sentido de induzir as pessoas a comprarem apenas produtos feitos aqui. Não fosse por isso, qual seria a justificativa para um imposto de importação de 60% (que certamente não é cobrado de produtos feitos aqui)? Desde o início desta campanha vi que o Edge está fora da realidade da maioria de nós, pela razão que foi apontada no último Papo de Boteco do pessoal do Ubuntu-BR-SC: O Edge não será produzido em larga escala e nem por uma empresa com forte representação no Brasil, então não compensará montá-lo por aqui (escapando de impostos de importação e talvez até aproveitando incentivos fiscais como os da Zona Franca de Manaus) e nem homologá-lo aqui, assim os preços serão sim proibitivos e será difícil usá-lo por aqui como celular caso algum fã brasileiro de Ubuntu o traga. Por enquanto, o que podemos fazer pela difusão do Ubuntu no Brasil, está muito mais relacionado ao Ubuntu para desktop, do que ao Ubuntu para celulares. Desejo boa sorte a campanha de arrecadação do Edge neste últimos dias!

    • Eu entendo a política tributária, no entanto não concordo com o absurdo dela, mas isso já é assunto para discussões políticas que não nos acrescentam nada nesse post. Continuemos torcendo.

    • Pedro disse:

      Não é bem assim, Ernandes.
      Se fosse pela “boa intenção” de incentivar o gasto interno no Brasil, veículos fabricados aqui, por exemplo, não seriam mais baratos quando são exportados e vendidos lá fora. Um exemplo é o Gol completo, fabricado aqui e vendido a aproximadamente 17 mil no México. Uma vergonha!
      Na verdade isso chama-se Lucro Brasil. É nesse dinheiro que está embutido o dinheiro que sustenta a corrupção dos Governantes, Políticos e Grandes Empresas em geral.

      • Ernandes Fernandes disse:

        É que neste caso entra, além do Lucro Brasil (que no caso dos automóveis é enorme), um outro aspecto: A legislação brasileira, ao mesmo tempo que prevê uma enorme taxação para produtos importados, prevê grandes descontos em impostos para produtos exportados, ou seja, o foco dela não é o gasto interno, é a produção industrial interna. Além disso, há um aspecto do que é chamado de “lei de oferta e procura”, que no caso dos automóveis é determinante, e responsável por grande parte do Lucro Brasil: Da mesma forma que os preços tendem a cair em caso de baixa procura de um produto, ou de grande número de concorrentes, eles tendem a subir em caso de alta procura. Como a venda de automóveis no Brasil é alta, mesmo com preços claramente abusivos (e a concorrência com os importados é dificultada pelo regime de impostos sobre produtos importados), não é nenhuma surpresa os automóveis sejam caros por aqui, afinal eles continuam vendendo bem! O Gol, por exemplo, vende cerca de vinte mil unidades por mês, e a Kombi, mesmo com seu projeto antiquíssimo e não usando mais o seu tradicional motor, e sim um motor de Fox adaptado, vende quase duas mil unidades por mês! Assim sendo a situação da indústria de autos é muito confortável e ela não tem razões para se preocupar em mudar!

  2. Sidnei Campos disse:

    Concordo com você Ernandes Fernandes.Nossa torcida é que a campanha de certo.

  3. Willian disse:

    Lembre que pra RS e MG é mais caro, se vc colocar PR por exemplo vai sair por “2656.40”

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