Ubuntu exige licença para o Linux Mint e outras distribuições derivadas

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Ubuntu vs. Linux Mint

Não é novidade que o Ubuntu pede que uma licença seja assinada pelas distribuições derivadas dele, mas também não é novidade que ninguém dá atenção para esta licença, até porque ela não faz sentido. A vítima da vez foi o Linux Mint que utiliza os repositórios do Ubuntu além de seus próprios repositórios. A Canonical vem há cerca de um ano pedindo que o Linux Mint assine uma licença para utilizar seus repositórios.

A alegação da Canonical poderia até ter sentido se fosse como muitas outras empresas fazem, retirar as menções ao Ubuntu, assim como qualquer logotipo do Ubuntu, Canonical ou que tenham direitos reservados.

A explicação da Canonical para exigir esta licença tem relação ao uso dos pacotes binários, já compilados, mas como disse Jonathan Riddell, que cuida exatamente desta parte de licenciamento dos pacotes que entram no Kubuntu, esta exigência não tem sentido e é apenas FUD.

Sendo desta forma, a Canonical botou os pés pelas mãos mais uma vez ao exigir algo que, de certa forma, nem tem direito.

Publicado em 19 de fevereiro de 2014 | 12 Comentários

Ivan Brasil Fuzzer

Ivan Brasil Fuzzer

Faço parte do grupo Tchelinux(http://www.tchelinux.org). O Tchelinux é um grupo de voluntários que trabalha com software livre e ainda acredita que boas coisas podem ser feitas nesta comunidade; desde que saibamos repassar aos que estão iniciando que Software Livre é um aprender e repassar o conhecimento incessante. Sou líder do Ubuntu-BR-RS juntamente com a Marta Vuelma. Tentamos divulgar a distribuição e auxiliar novos usuários por todo o estado do Rio Grande do Sul, as vezes em outros estados também. Sou um amante incondicional de software livre. Vivo apaixonado pelo Ubuntu.

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12 Comentários

  1. Carlos disse:

    Agora fiquei confuso. Como não tem direito de pedir o licenciamento? Se ela gera o binário, não pode pedi-lo?

    • Não há nada no licenciamento que dê esse direito. É bem complicado de explicar isso e eu provavelmente falaria besteira. Ainda procuro um especialista para dar certeza total sobre isso, e ainda precisa ser especialista em vários países, já que tem coisas que são válidas em alguns países e em outros não.

      • Carlos disse:

        Tentemos entender: os códigos-fonte dos programas estão acessíveis a quem quiser, em algum lugar. OK.

        Os binários foram compilados pela Canonical e eventualmente modificados. E desde que estas alterações estejam disponíveis, creio que tá OK também.

        A GPL fala algo sobre binários? Se a canonical criou um binário para uso próprio, n vejo o pq d estar errado essa “licença”, q p mim é mais uma autorização.

      • Carlos disse:

        Tentemos entender: os códigos-fonte dos programas estão acessíveis a quem quiser, em algum lugar. OK.

        Os binários foram compilados pela Canonical e eventualmente modificados. E desde que estas alterações estejam disponíveis, creio que tá OK também.

        A GPL fala algo sobre binários? Se a canonical criou um binário para uso próprio, n vejo o pq d estar errado essa “licença”, q p mim é mais uma autorização.

        • Carlos,

          Embora possa parecer justo, não há nada legal que dê esse direito a Canonical. Se a Canonical resolvesse pegar o binário e não dar para ninguém, também estaria no direito dela, mas já que ela libera para download, também nada na licença impede que outros peguem estes pacotes. O acesso ou não a estes pacotes fica a critério da Canonical, mas ela é quem tem que se virar para fazer esse bloqueio, não tem amparo legal para exigir que se assine um documento.

          • Carlos disse:

            Se não tem nada que proíba a Canonical de condicionar o uso de seus binários, essa ausência de proibição não significa uma “permissão” para o uso irrestrito.

            Acho que a Canonical, e outras distros, têm o direito de fazê-lo. É uma nova dimensão no uso de binários no linux, que n podia ser previsto nos anos 80 pelo nosso kerido Richard “eita mala sem alça” Stallman!

            Ok. ;-))

  2. Anderson disse:

    Ótima Matéria de debate para vários Opencast’s que vai dar oque falar….

  3. Antonio disse:

    Faltou informar que a Canonical exigiu somente que seja assinada uma licença de uso sem quaisquer tipo de cobrança ou benefício monetário. E transformar isto em Canonical=Satanás é bem menos correto do que a exigência da Canonical.

  4. Fábio Dias Silveira disse:

    Creio que em relação ao SL, sempre ficou claro na GLP que o direito autoral do código deve ser preservado e se a Canonial pode sim exigir o código de sues pacotes ja que esta presta contas a pacotes oriundo do Debian!

  5. José Antônio de Siqueira disse:

    E os repositórios do Ubuntu da onde vem? Não são montados a partir dos repositórios do Debian? O que mais além do direito de uso a Canonical vai exigir do Linux Mint? Se a Canonical quer destruir o Mint agora é tarde demais. Agora o Linux Mint já tem vida própria e se não for possível usar os repositórios do Ubuntu então usaremos os do Debian ou outros quaisquer. Só mais uma coisa. Deixei de usar o Ubuntu parque reparei que a cada dia que passa a Canonical fica mais parecida com a Microsoft. Não me refiro ao gosto desta última de querer cobrar por tudo e sim pela arrogância de ambas ao
    tentar enfiar goela abaixo as suas decisões que nem sempre é do agrado dos usuários.
    Se a Canonical continuar agindo assim só vai é perder mais usuários.

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