Videocast #51 – Xiitas do Software Livre

Categoria: Ubuntu, VídeoCast | Palavras-chave: Sem palavras-chave

videocast 51

Depois de alguns bons dias de férias de verdade, nem conexão a internet eu tinha direito, voltamos com o Videocast.

Nesse tempo que fiquei fora, parece que uma doença já adormecida há alguns anos acordou e voltou a atacar. A doença do xiitismo do Software Livre está de volta e com força, não em quantidade de seguidores, mas em quantidade de postagens. Neste episódio falo mais especificamente de um post divulgado no site sempre update e que foi de uma infelicidade absurda. Como no texto o site BR-Linux foi citado, veja o editorial do próprio site falando sobre o assunto.

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Publicado em 16 de fevereiro de 2014 | 17 Comentários

Ivan Brasil Fuzzer

Ivan Brasil Fuzzer

Faço parte do grupo Tchelinux(http://www.tchelinux.org). O Tchelinux é um grupo de voluntários que trabalha com software livre e ainda acredita que boas coisas podem ser feitas nesta comunidade; desde que saibamos repassar aos que estão iniciando que Software Livre é um aprender e repassar o conhecimento incessante. Sou líder do Ubuntu-BR-RS juntamente com a Marta Vuelma. Tentamos divulgar a distribuição e auxiliar novos usuários por todo o estado do Rio Grande do Sul, as vezes em outros estados também. Sou um amante incondicional de software livre. Vivo apaixonado pelo Ubuntu.

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17 Comentários

  1. Berg Ginu disse:

    Xiitismo de mais é dose!

  2. Marcelo disse:

    Na sua recomendação de usar o GNU HURD ( que por sinal é um belo projeto, mas ainda em plena contrução ) use o linux-libre que é um kernel 100 % livre e de otima qualidade, uso aqui TRISQUEL 6 (cyanpack 13, http://www.carlissongaldino.com.br/category/special/cyanpack ) e nunca mais voltei pro ubuntu, estou a quase 1 ano e meio só usando software 100 % livrre ( trisquel, gnash…),

    com o gnash se consegue rodar o youtube 100 %, pode acreditar

    • Marcelo,

      Tentei usar o Trisquel, mas me senti de volta a 15 anos atrás quando era difícil até configurar uma placa de rede. Quando diz que está usando 100% software livre, está usando qual software em sua bios?

      • Marcelo disse:

        Realmente você tem razão a BIOS aqui não é livre. Mas temos o projeto do coreboot que promete uma BIOS livre, você poderia aajudar no projeto tambem, e assim ajudar no software livre como nos nem que seja só na divulgação, vale a pena cara ė muito gratificante

        • Divulgar o coreboot exige bastante estudo, afinal ele é algo complexo. Ajudar na divulgação do software livre é o que eu mais faço há pelo menos 7 anos, inclusive já auxiliei alguns projetos com código também.

  3. Scheldon disse:

    Serio, essa galera nunca deve ter lavado uma louça na vida, tanta coisa importante pra ser resolvida ou melhorada e nego vai xingar muito no Twitter porque distro X ou programa Y é diferente do que ele quer.

  4. Guilherme disse:

    Será que o fato de eu usar o ubuntu é tão ruim assim?
    Testei cerca de 20 distros e achei o ubuntu a melhor opção, me lembro quando o Unity era chamado em alguns sites de Frankenstein da Cannonical, depois de uma semana usando já me sentia em casa.Hoje não troco por nenhuma outra interface.
    Espero ansioso pelo novo LTS.

    • Somos dois manos. Se a canonical pisar na bola de vez eu abandono a distro, mas para mim o mais pratico também é o Ubuntu. Uso linux (tanto para trabalho quanto pra uso doméstico) e tenho divulgado à mais de 10 anos, e pra usuários comuns o melhor sistema é este e o kurumin.

      Mas tipo eu acredito que para cada necessidade e pessoa você tem um sistema especifico.

  5. Thiago Holmes disse:

    Não só este artigo que ele menciona, mas também reparei em alguns outros que trazem idéias um quanto radicais.

    Respeito a opinião de todos eles, mas discordo plenamente.

    Isso me fez lembrar um artigo que escrevi á um ano e alguma coisa atrás, onde comentava sobre o uso do software livre e proprietário e que cabe como uma luva para os recentes acontecimentos.

    http://linuxcentro.com.br/2013/01/proprietario-ou-livre-qual-o-futuro-coluna/

    Retorno o meu último paragrafo como comentário a estes artigos de nossos colegas radicais :

    Mas ao final não podemos simplesmente travar uma guerra e nos excluirmos do mundo não-livre, infelizmente não temos tudo no mundo livre, principalmente pelas restrições que as licenças proprietárias nos causam, porém o software proprietário existe e não tem a mínima intenção de deixar de existir, vamos assim nos adequar e conviver, enquanto o mundo não está preparado para uma visão aberta, livre e evolutiva, nós convivemos com o que temos e mudamos aos poucos, sempre que existir a oportunidade de utilizar algo livre, daremos preferência a este e daremos assim mais força para que novos softwares livres apareçam.

    O futuro está no software livre e nas licenças livres, mas não somos homens das cavernas, não precisamos atear fogo no proprietário, vamos apenas ignora-lo, com o tempo ele verá que não está bem visto e irá embora… #Linux #Softwarelivre

  6. Opa eu lembro do Conectiva, alias muitas pessoas (mesmo no corporativo) só conheceu o software livre por conta do serviço que a empresa fazia no Brasil, e lembro também o quanto ele era atacada por haters do SL. Mesmo o Kurumin, houve várias reclamações, mas nunca ouvi uma sugestão de melhoria, tanto que o projeto parou porque uma unica pessoa estava carregando a maior parte (se não tudo) nas costa. Ouvi na época como era “terrível” um sistema com facilidade de uso, pois isso tornava as pessoas “burras”, e que o legal mesmo era tudo “código”.

    Ubuntu que é o que mais se destaca atualmente é o alvo da vez. O sistema é comercial sim, mesmo sendo distribuído de graça para que a comunidade ajude no desenvolvimento e consuma os serviços, mas o linux era um trauma na vida de muita gente (especialmente dos desktop do brasil com aquelas versões medonhas, mal configurada pelas montadoras de PC) e o Ubuntu trouxe de vou o linux para os holofotes.

    Eu uso, adorei a unity e sou mais produtivo com ela, testo sempre que possível outras distribuições, mas o ubuntu é o meu favorito e já migrei muitos usuários novos (leigos ou do windows) para ele com ótimos resultados. Nem todo mundo é um técnico, tem todo mundo quer digitar linhas, à pessoas que querem apenas usar internet e instalar um aplicativo com poucos cliques (no ubuntu é só dois, no windows uns 10). E não à nada errado nisso.

    A filosofia do software livre é linda, foi por ela que entrei no mundo linux/unix mas o próprio pessoal “xiitas” vai contra a liberdade em discursos cheios de contrariedades. Querem permanecerem como nichos, querem ser minorias, querem continuar sendo especiais?

    *Outro caso, que aconteceu de ódio que atrapalhou os usuários do ubuntu, foi quando a EA tentou fechar uma parceria com a Canonical para o desenvolvimento de games no Ubuntu (e por consequência assim como o Steam, rodaria em outros linux), mas a comunidade mais “conservadora” atacou a empresa “mercenária/capitalista” com tanto ódio que ela abandonou toda a intenção que tinha… Se não fosse isso estaríamos jogando Battle Field 4 no linux hoje em dia… “Mas BF é proprietário dããã” foda-se :D eu gosto de videogame (isso em lembrou também um cara que me criticou por usar minecraft ao invés do “minetest” por este não ser livre :P).

    mimimimimimi

  7. Carlos Carvalho disse:

    Bom dia ,

    De facto , estes vídeos têm um problema não existe contraditório e isso só por si é mau , não basta dizer que nem 8 nem 80 , porque eu subscrevo e assino por baixo sem hesitar , o grande problema é o mal que a Canonical está a fazer a todo o desenvolvimento do software livre e das arrogâncias a que se dão o direito de fazer perante todos .

    Quero dizer que comecei com o Ubuntu a minha experiencia em 2005 e foi o Ubuntu que me acompanhou até 2010 , altura em que a empresa entrou numa ebulição sem precedentes e desprezou quase toda a comunidade , hoje a Canonical continua a aproveitar-se da comunidade para fazer forks de aplicações desenvolvidas pela comunidade , melhora-las e depois dificultar a sua utilização por outras distribuições .

    Embora eu considere que o Richard exagera em muitos aspectos , eu tenho de lhe dar muito valor porque ele tem uma causa que acredita e não abdica dela , por isso não vejo como criticar da forma como foi feito durante o vídeo até ao limite de desvalorizar toda a importância de uma vida dedicada a uma causa .

    Agora eu penso que o melhor é olharmos para a floresta como um todo e não só para as arvores que nos rodeiam , porque senão vai dar asneira nas conclusões que tiramos , não desvalorizo o que disse mas acho que a falata de contraditório e o estar só focado num lado foi mau eu arriscaria mesmo a dizer que foi muito mau , porque parecia que só tínhamos mesmo o 8 e assim podemos dizer todo o mal sobre o 80 .

    Um bom dia para todos

  8. Marcelo Odir disse:

    Apesar de concordar que o artigo abaixo pegou um pouco pesado, é bem verdade que o já cambaleante movimento do software livre foi desmobilizado ao mesmo tempo que o Ubuntu estrou em ascensão.
    A explicação é simples, o SO sul-africano, desde o seu nascimento, invocou a filosofia do “ligue e use”, criada pela a empresa da maçã e que serve de inspiração em vários outros aspectos até hoje, e isso atraiu uma grande massa de usuários, em sua maioria de leigos, ávidos por alternativas simples ao SO da Microsoft, para o GNU/Linux, “esvaziando”, em primeiro momento, a gama de usuários de outras distribuições, forçando-as adotarem filosofias parecidas.
    Mas o que isso tem haver com o Software Livre? a resposta é simples: DEMANDA!! com cada vez mais usuários querendo um SO pleno após o primeiro boot, sem glitches, errors ou restrições, as Distros se veem obrigadas a incluir software proprietários deixando em segundo plano as alternativas livres. Com cada vez menos demanda o movimento foi perdendo suas forças… e hoje, somente ainda sobrevive as custas de poucos… até quando?

    Finalizando, o Ubuntu contribuiu SIM para o declínio do movimento software livre, promovendo uma mudança de filosofia seguida em parte pelas outras distros, mas não da forma que foi descrito no texto, mas indiretamente

  9. souenzzo disse:

    Muitas vezes o que os “xiitas” reclamam, não é “fazer dinheiro” mas sim “fazer dinheiro com a propriedade intelectual”
    Desde o inicio do software livre, foi defendido ganhar dinheiro prestando serviço.

  10. Antonio Carlos disse:

    Até que enfim alguém com uma opinião lúcida sobre esta balela toda!

  11. Welbert disse:

    concordo!

  12. Rafael Raposo disse:

    Caro Ivan

    Gostaria de comentar sobre alguns pontos do seu vídeo. Acho que primeiro eu não acho legal o uso do termo “xiismo” ou “xiitas”, já que se trata de um modo pejorativo de palavra baseado em um preconceito religioso. Outro ponto de seu vídeo é sobre a “liberdade de escolha”, dizer que é “errado” criticá-la e que deveria ser incluindo nas 4 liberdades da Free Software Foundation. Aí é preciso refletir que justamente as 4 liberdades foram criadas pela FSF. A FSF é uma organização POLÍTICA, que discute o software livre no nível político e social. Já foi dito pelo próprio Stallman que ele não reconhece a “liberdade de escolha” como uma liberdade de fato, e deu o exemplo de uma pessoa que escolhe pernecer em uma corrente. Antes que você critique isso, quero ponderar que ninguém é obrigado a concordar com a FSF, Stallman ou as 4 liberdades. Inclusive isso já foi feito no início dos anos 2000 quando foi criada a Open Source Initiative (OSI) que não segue as quatro liberdades e tem sua própria definição de Open Source divida em 10 pontos. Vocẽ diz que “ditar” vem de “ditadura” (isso é um erro de fato, não é verdade) e insinua que o Stallman é um ditador e que “é a verdade dele ou ele não aceita”. Isso é perigoso de se dizer. Ditadura é relativo a um governo ditatorial. Dizer que uma pessoa que tem uma opinião e que a defende com umas e dentes é um ditador, é forte demais. O que o Stallman te fez? Já te torturou para você aceitar a opinião dele? Invadiu seu site? Bloqueou seus vídeos? Não dá pra entender esse ponto. E aí você usa várias vezes o termo “extremista” (outro termo pejorativo desnecessário) e diz que vai fazer um vídeo sobre como o Stallman vive???? Me desculpe, mas parece que o “extremista” está sendo você. O jeito como o Stallman ou qualquer outra pessoa vive só diz respeito a ela mesma. Como já disse o Stallman e a FSF tem suas posições e NINGUÉM é obrigado a concordar. Dizer que é “absurdo”, “extremista” é demais pra mim.

    Eu particularmente concordo totalmente com o conceito de software livre da FSF, não a toa sou membro contribuinte da entidade. Eu dou prioridade total ao software livre e realmente só uso software proprietário quando não há opção (o que acontece bem pouco hoje em dia). Sem dúvida se tivesse o CoreBoot para meu computador eu usaria. E não concordo que tenha que usar o Hurd, pois o Linux é um software livre distribuído sobre GPL e a única crítica da FSF ao Linux são os blobs, não a toa há o Linux-libre, Linux sem blobs mantido pela FSF Latin America.

    Só queria deixar essas coisas claras, não vou discordar de você quanto aos pontos que são meramente opinativos dos artigos que te leveram a criar esse vídio, até porquê eu também tenho críticas aos artigos do André e do Anahuauc, que já expus em outros veículos.

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