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Acesso remoto com o FreeNX


16th setembro 2008 Avançado,Geral,Servidores,Tutoriais,Ubuntu 9 Comentários

Algumas pessoas falam que o FreeNX é uma espécie de evolução do VNC, eu discordo. As tecnologias utilizadas nas duas aplicações são totalmente diferentes e seus objetivos também são totalmente diferentes.

Enquanto o VNC é uma simples aplicação que permite controlar Desktops remotamente, o FreeNX fornece um Desktop independente e totalmente funcional sem bloquear, para uma única sessão, o computador acessado.

Para termos uma comparação melhor e facilitar a definição do programa, podemos dizer que o FreeNX tem as mesmas funcionalidades do Microsoft Terminal Server.

Vamos por a mão na massa. Para instalar o FreeNX é muito fácil. A primeira coisa é adicionar os seguintes repositórios na sua lista de repositórios através do programa “Canais de Software”:

    deb http://www.datakeylive.com/ubuntu hardy main
    deb-src http://www.datakeylive.com/ubuntu hardy main

    

Atualize sua lista de pacotes como será pedido. A janela fechará ao final da atualização.

Abra o “Gerenciador de Pacotes” e procure por “freenx-server”. Dê um duplo clique no pacote para selecioná-lo para instalação, alguns pacotes extra são requeridos para a instalação e você deve apenas concordar em instalá-los, e clique em “Aplicar” para que a instalação comece.

      

Pacote instalado, abra o terminal e adicione os usuários que terão permissão para fazer login no servidor freenx, os usuários devem existir previamente no sistema operacional. Para adicionar um usuário digite os seguintes comandos:

    nxserver –adduser ubuntero
    nxserver –passwd ubuntero

Com os comandos acima você terá criado um usuário chamado ubuntero e irá definir uma senha para este usuário.

O servidor já está pronto e esperando por novas conexões, agora vamos instalar um cliente em outra máquina. O FreeNX tem clientes para Linux, Windows, MacOS e Solaris. Abaixo temos os links para download dos clientes para estes sistemas operacionais.

NX Client for Linux Downloads: 1075 vezes
NX Client for Windows Downloads: 1370 vezes
NX Client for MacOsX Downloads: 1018 vezes
NX Client for Solaris Downloads: 750 vezes

Para instalar no Ubuntu, baixe a versão para Linux no link acima e siga as instruções deste outro artigo.

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Autenticação Squid com base em Tabelas MySql


27th março 2008 Avançado,Conhecimento Avançado,Execução Fácil,Fácil,Proxy,Servidores,Squid,Tutoriais,Ubuntu 15 Comentários

Um assunto muito recorrente, para quem trabalha com administração de proxy’s, é a necessidade de se fazer autenticação dos usuários com base em uma determinada lista de acesso. Geralmente, é questão apenas de fazer a configuração correta do Squid, definir alguns arquivos texto com as informações e pronto. Porém, no caso de empresas grandes, é desejável que esta informação seja reutilizada a partir de alguma já existente, geralmente em forma de dados em tabelas de um banco de dados qualquer.

Utilizo em algumas empresas um script bem simples, que eu mesmo desenvolvi, para esta tarefa. Qual não foi minha surpresa, ao saber que fazer isto é uma dúvida bastante buscada na Internet por outras pessoas e, quase sempre, não resolvida. A maioria utiliza alguns projetos complicados, outros já recomendam partir para alguma solução mais rebuscada (e, talvez, até mais correta) como LDAP e outros.

Porém, basta um script e uma ou outra configuração e a questão está resolvida. Decidi então compartilhar, aqui, o script que instalo nas máquinas que administro. Seu uso é bem simples. Na verdade, se você pegar e simplesmente seguir os passos aqui descritos, verás que é algo trivial. Porém, para manter a qualidade dos artigos aqui publicados, este serve também como um tutorial para que você entenda um pouco mais do funcionamento dos mecanismos de autenticação do Squid.

Sobre este tutorial:

  • Baseado na distribuição Ubuntu 7.10 Server
  • Dificuldade de execução: Fácil
  • Nivel de conhecimento: Avançado

Pré-requisitos

  • Conhecimentos básicos sobre o proxy Squid
  • Conhecimentos básicos sobre o banco de dados MySql
  • Entendimento prévio do que se pretende fazer
  • Servidor Linux já instalado e configurado
  • Banco de dados MySql e Squid já instalados e configurados
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Ubuntu Server 7.10 Beta


27th setembro 2007 Geral,Impressões Ubuntu,Servidores,Ubuntu 1 Comentário

Conforme o anúncio feito pelo Ivan no post anterior, já está disponível a versão beta da nova versão do Ubuntu. No mesmo link indicado, encontramos entre as opções de download a versão Server da distribuição.

Além de compartilhar algumas novidades da versão desktop, algumas alterações são dignas de nota:

  • Utilização do Kernel 2.6.22, pulando o 2.6.21 (7.04 usava 2.6.20)
  • Em decorrência do kernel mais recente, existe agora o suporte a várias otimizações de energia (tickless, dynticks, clockevents), úteis em notebooks, mas que também são uma ótima pedida para servidores menos exigidos em questão de processador, tendo então uma diferença real de consumo.
  • Da mesma forma, herda algumas otimizações feitas pela equipe do kernel (que visam o futuro) no sistema de “paravirtualização”, com uma “Virtual Machine Interface” melhorada, o que pode impactar significativamente com quem trabalha com soluções do tipo Xen ou Vmware Server para seus servidores.
  • Algumas otimizações feitas pela equipe da Canonical em conjunto com a Intel no sentido de tornar mais eficiente o código do kernel em termos de uso do processador.
  • Alterações no sistema de imagens em sistemas LTSP que visam melhorar a velocidade e performance, além de novas características no sistema de login (autologin, múltiplos servidores, transporte gráfico não-encriptado), principalmente no Edubuntu
  • Facilidades na configuração de profiles de autenticação, com o recurso AuthClientConfig.
  • Tecnologia AppArmor, que promete ser uma maneira fácil de limitar recursos que uma aplicação pode acessar, adicionando assim uma camada de proteção adicional contra vulnerabilidades ainda desconhecidas.
  • Novas opções de instalação padrão, entre elas “Mail Server” (Servidor de E-Mail), “File Server” (Servidor de Arquivos), “Print Server” (Servidor de Impressão), e “Database Server” (Servidor Banco de Dados), que se juntam ao já tradicional LAMP e DNS para instalações pré-configuradas, facilitando a construção de configurações comuns.

As alterações que mais saltam à vista, como as novas opções de instalação, por exemplo, são muito bem vindas, e acredito que logo logo surjam na rede alguns casos de teste. Porém, um administrador experiente achará as outras opções, que não são tão divulgadas, muito mais úteis no dia a dia.

É muito bom vermos que a equipe da Canonical está bastante empenhada também na versão Server, além das melhorias já conhecidas da versão Desktop. Em breve, novos artigos testando estas e outras novidades da versão Server, além da tradicional “Primeira Impressão”, aqui no Ubuntero, juntamente com outras opções ainda baseadas no 6.06, que é a versão LTS.

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Tutorial: Oracle Xpress 10g no Ubuntu


4th setembro 2007 Conhecimento Médio,Execução Fácil,Fácil,Médio,Servidores,Tutoriais,Ubuntu 14 Comentários

Um dos pontos que levantei em meu primeiro post foi sobre o Oracle rodando em Ubuntu. Pensei então em escrever um tutorial sobre o assunto, mas o tempo era escasso, até que me deparei eu mesmo com a tarefa de ter de fazer isto, e resolvi documentar o processo. Este tutorial pretende mostrar como instalar o Oracle Express no Ubuntu Server.

Sobre este tutorial:

  • Baseado na distribuição Ubuntu 6.0.6 LTS Server.
  • Dificuldade de execução: Fácil
  • Nível de conhecimento: Médio

Pré-requisitos

  • Fundamentos de administração do sistema operacional (familiaridade com terminal, conhecimento de conceitos, instalação de pacotes, configuraçao de ambiente)
  • Conhecimentos básicos sobre o banco de dados Oracle
  • Entendimento do que se quer fazer
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Ubuntu Server 6.06 LTS


20th maio 2007 Geral,Impressões Ubuntu,Servidores,Ubuntu 3 Comentários

Olá! Meu nome é Marcos André Lucas, sou programador e administrador de redes, e moro em Erechim – RS. Conforme dito pelo Ivan neste post, eu estarei escrevendo alguns posts mais focados no lado “servidor” do Ubuntu e do Linux em geral. Assim, me junto ao colega André, no qual eu me “inspirei” na maior cara dura para este início, por meio do seu primeiro post :) .

Sou usuário Linux a pelo menos 5 anos, como profissional (por hobby, não lembro). Iniciei com RedHat, logo passando para o Conectiva Linux e nesta me apegando um pouco, sempre usando em servidores. Quando do Conectiva 9 (sofrível) e então do Conectiva 10 (o melhor), migrei também meu desktop para o Linux. Neste meio tempo, já trabalhei com Suse, UnitedLinux, Slackware, Debian, e desde 2005 passei a testar o Ubuntu, adotando este como meu Desktop definitivo quando da versão Ubuntu 6.06 LTS. De lá para cá, tento estudar melhor o Ubuntu Server para migrar os servidores já existentes e também focando em novas soluções.

E é exatamente neste ponto que eu quero focar o meu primeiro post: Ubuntu Server 6.06 LTS.

O que mais chamou a atenção neste lançamento do Ubuntu foi o suporte LTS, garantindo as atualizações por pelo menos 5 anos para servidores. Para Desktop’s, geralmente, isto não influencia, mas quando falamos de servidores em produção, não é incomum encontrarmos sistemas rodando por anos a fio sem parada, fazendo todas as operações de manutenção “a quente”. Além do lado técnico, temos também o lado “comercial”: é muito “mais fácil” convencer “aquele” gerente de TI sobre a solução a ser adotada, se você tiver uma empresa como a Canonical garantindo o suporte.

A instalação segue o padrão do Debian, e é rápido e relativamente simples fazer uma instalação básica. Algumas opções padrão do instalador também são uma mão na roda, como as partições LVM e a opção LAMP para servidores Web. Para instalações de muitos servidores, ou de instalações automatizadas (útil para clientes distantes), a opção existe e está lá, mas tive a opinião pessoal que o processo não está ainda muito bem documentado, dificultando a utilização deste recurso.

Caso desejado, pode se optar pela instalação onde o conjunto de pacotes instalados é minimalista, apenas o suficiente para entrar na rede e mais um pouco, opção na medida para instalar um servidor desde o início. Nenhuma porta está aberta no desde o primeiro boot, sendo uma preocupação a menos. Porém, uma característica talvez indesejada é que ele vai abrindo as portas automaticamente conforme você instala os pacotes.

Em alguns testes, notei que é fácil e rápido levantar um servidor de E-mail, um servidor Web, ou de aplicações de Intranet (Samba, Nfs, Cups, etc). Em 10 minutos, todos os pacotes já estavam rodando, com uma configuração inicial satisfatória e bem fechada. Porém, a customização de certos parâmetros “fora do usual”, se mostraram um pouco difíceis, visto que o sistema não ajuda em nada a localizar as opções ou os arquivos de configuração, e quando estes se encontram facilmente, estão sub-divididos em várias partes não muito bem documentadas. Isto pode ter sido apenas um efeito inicial, por eu ainda não estar acostumado com a estrutura do mesmo, mas acredito que poderia ser dado neste detalhe (estrutura e documentação) a mesma atenção dispensada à interface gráfica, de maneira a ter um “melhor acabamento” (e aqui não estou falando de beleza).

Após estas impressões iniciais, a conclusão: em geral, o Ubuntu Server 6.06LTS provê um bom ponto de partida para a construção de servidores, mas só. Você deve saber o que está fazendo (mas se você está fazendo um SERVIDOR, se pressupõe que você saiba), e o conjunto de software incluídos nos repositórios padrão é de uma gama incrível, faltando apenas um ou outro pacote, mas que se encontra nos repositórios universais. Acredito que com o maior uso que a distribuição já está tendo, e seguindo este caminho, é apenas questão de tempo até as empresas começarem a homologar serviços para esta distribuição (alô, Oracle?). Em breve, colocarei minhas impressões sobre outras versões do Ubuntu, como elas melhoraram (ou não), e também detalhando mais os testes de acordo com cada área e serviço.

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