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O Banrisul trai o pinguim


21st outubro 2008 Geral 5 Comentários

Notícia “requentada” pela Info, a original é de julho de 2006.

Em entrevista dada ao revista Info, Ney Michelucci Rodrigues, de 52 anos, diretor de TI do banco estatal fala sobre a migração das estações Linux para Windows XP.

Alguns dos argumentos usados por Michelucci são válidos mas na pergunta abaixo ficou totalmente estranha a justificativa de manter os sistemas atualizados já que a escolha foi pelo Windows XP que já está com os dias contados.

Em que, exatamente, o uso do Linux sairia mais caro?
O banco precisa estar sempre atualizado nas versões que rodam nas máquinas, e o que tínhamos aqui era um Conectiva desatualizado. Sairia mais caro porque eu já tenho uma série de situações com contratos da Microsoft, como suporte de alto nível. Agregar mais 7 mil posições não altera em nada esses contratos, enquanto nos manter em Linux me obrigaria a contratar um integrador. Com o Linux, o custo sairia entre 10% e 15% mais alto.”

Cada um sabe o que faz mas como correntista do banco não fiquei satisfeito com as explicações.

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Sisponto


20th outubro 2008 Geral 12 Comentários

Este artigo é mais um pedido de ajuda. A algum tempo estou desenvolvendo melhorias para o sistema de ponto eletrônico SisPonto e neste tempo estou tentando entrar em contato com o desenvolvedor para que eu possa enviar minhas contribuições para o projeto. Já tentei email e fórum mas não tive nenhuma resposta.

Se alguém conhece o desenvolvedor ou conseguir entrar em contato com ele eu agradeço. Caso não consiga entrar em contato, serei obrigado a abrir um novo projeto no source forge para abrigar o projeto.

Por enquanto eu tenho o seguinte no sistema:
– Trocada a biblioteca fpdf pela tcpdf(suporta utf-8 e outros encodes)
– Corrigido vários bugs em querys e no código
– Opção de editar pontos errados
– Opção para adicionar pontos esquecidos por funcionários
– Registro de Clientes com IP para possibilitar o registro quando um funcionário está no cliente(para ter certeza de que o funcionário não está registrando o ponto de casa). Esta informação sai nas observações do espelho de ponto.

O que gostaria de fazer:
– Mudança geral do core para suporte a temas (estou pensando em qual framework usaria)
– Opção para registro através de código de barras, lógicamente tenho que fazer um módulo para gerar o código de barras.

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Acesso remoto com o FreeNX


16th setembro 2008 Avançado,Geral,Servidores,Tutoriais,Ubuntu 9 Comentários

Algumas pessoas falam que o FreeNX é uma espécie de evolução do VNC, eu discordo. As tecnologias utilizadas nas duas aplicações são totalmente diferentes e seus objetivos também são totalmente diferentes.

Enquanto o VNC é uma simples aplicação que permite controlar Desktops remotamente, o FreeNX fornece um Desktop independente e totalmente funcional sem bloquear, para uma única sessão, o computador acessado.

Para termos uma comparação melhor e facilitar a definição do programa, podemos dizer que o FreeNX tem as mesmas funcionalidades do Microsoft Terminal Server.

Vamos por a mão na massa. Para instalar o FreeNX é muito fácil. A primeira coisa é adicionar os seguintes repositórios na sua lista de repositórios através do programa “Canais de Software”:

    deb http://www.datakeylive.com/ubuntu hardy main
    deb-src http://www.datakeylive.com/ubuntu hardy main

    

Atualize sua lista de pacotes como será pedido. A janela fechará ao final da atualização.

Abra o “Gerenciador de Pacotes” e procure por “freenx-server”. Dê um duplo clique no pacote para selecioná-lo para instalação, alguns pacotes extra são requeridos para a instalação e você deve apenas concordar em instalá-los, e clique em “Aplicar” para que a instalação comece.

      

Pacote instalado, abra o terminal e adicione os usuários que terão permissão para fazer login no servidor freenx, os usuários devem existir previamente no sistema operacional. Para adicionar um usuário digite os seguintes comandos:

    nxserver –adduser ubuntero
    nxserver –passwd ubuntero

Com os comandos acima você terá criado um usuário chamado ubuntero e irá definir uma senha para este usuário.

O servidor já está pronto e esperando por novas conexões, agora vamos instalar um cliente em outra máquina. O FreeNX tem clientes para Linux, Windows, MacOS e Solaris. Abaixo temos os links para download dos clientes para estes sistemas operacionais.

NX Client for Linux Downloads: 1075 vezes
NX Client for Windows Downloads: 1370 vezes
NX Client for MacOsX Downloads: 1017 vezes
NX Client for Solaris Downloads: 750 vezes

Para instalar no Ubuntu, baixe a versão para Linux no link acima e siga as instruções deste outro artigo.

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Utilize sua Webcam como câmera de segurança


13th julho 2008 Geral,Ubuntu 18 Comentários

Webcam funcionando e a vontade de achar uma utilidade além de mostrar a cara para os parentes. Isto me fez procurar por programas que utilizassem a webcam para diversos fins. Um dos programas que acabei conhecendo foi o Motion.

Motion é um programa que detecta movimento em imagens geradas por uma câmera e as guarda em algum lugar para posterior consulta. Além de salvar as imagens sempre que algum movimento é detectado, o programa permite que imagens sejam exibidas pela web em tempo real.

A instalação do Motion no Ubuntu é muito fácil. Vá até o Gerenciador de programas e instale o Motion como descrito neste artigo, apenas substitua o programa a ser procurado pelo Motion.

Com o programa instalado, inicie o programa pelo terminal, digitando o comando “sudo motion” sem as aspas, ou pressionando as teclas Alt+F2 e executando o comando “gksu motion” sem as aspas.

Para visualizar as imagens salvas, vá até o diretório /tmp/motion . Para visualizar sua câmera em tempo real, abra o navegador Firefox e digite o endereço http://localhost:8081.

Para personalizar as configurações do Motion, edite o arquivo /etc/motion/motion.conf . Vejam algumas configurações importantes e interessantes.

  • daemon off – altere esta opção para on para que o programa rode em background
  • videodevice /dev/video0 – aponte para o dispositivo da sua câmera
  • width 320 – altere para um tamanho que melhor lhe convenha
  • height 240 – altere para um tamanho que melhor lhe convenha
  • framerate 2 – número de quadros a ser capturado por segundo
  • auto_brightness off – se sua câmera não tem correção de brilho automático, é interessante alterar o valor para on
  • quality 75 – qualidade da imagem capturada
  • ffmpeg_video_codec swf – formato do vídeo salvo. Os formatos suportados são: mpeg1, mpeg4, msmpeg4, swf, flv e ffv1
  • locate off – se alterado para on, desenha um quadro indicando onde ocorreu o movimento na imagem
  • target_dir /tmp/motion – local onde as imagens e vídeos serão salvos
  • webcam_port 8081 – porta para acesso web
  • webcam_localhost on – se estiver on, permite acesso pelo navegador somente local, se estiver off, permite que qualquer computador veja as imagens pelo navegador

Estas são apenas as configurações que eu julguei mais interessantes. O arquivo de configuração é todo comentado(em inglês) o que facilita bastante qualquer alteração. Existe também a opção de salvar os logs de captura em vários bancos de dados.

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Clone Webcam 11043


11th julho 2008 Geral,Tchelinux,Tutoriais 8 Comentários

Câmera comprada em 2001 ou 2002 e uma saga, conseguir fazer com que minha webcam funcionasse no Linux. Neste tempo também tive a necessidade de fazer funcionar um winmodem US Robotics(já aposentado). Muito tempo correndo atrás de drivers e tutoriais para que a saga terminasse bem. Fiquei um ano tentando até desistir pela primeira vez. Alguns meses depois de desistir, comprei o livro “Linux Kernel Driver” e comecei a estudar uma maneira de começar a escrever meus primeiros drivers. Sem ter a quem recorrer para sanar minhas dúvidas, acabei desistindo novamente.

Alguns anos depois, resolvi tentar novamente e entrei em contato com a Clone para ter maiores informações sobre a câmera, já que eu queria começar novamente a escrever um driver. A resposta da Clone foi desanimadora. Eles disseram que não suportavam a webcam no linux e não pretendiam suportar, ainda me ofereceram outra câmera. Como não me falaram nada que pudesse ajudar no desenvolvimento do driver, voltei a entrar em contato e tive mais uma desanimadora resposta. Agora eles me disseram que apenas montam a webcam e não podiam me passar informações sobre o fabricante.

O passo seguinte foi tentar desmontar a webcam para descobrir qual era o chip que ela utilizava. Outra surpresa, os parafusos estavam sem rosca e não tinha como tirar a placa para ver o chip. Fiz algo que causa risada de muitos, furei a traseira da webcam, com uma chave philips quente, para poder ler o modelo do chip e enfim descobri que o chip usado é o “SPCA508A”. Esta informação foi a mais importante para começar a caminhar na direção certa.

Pesquisando pela internet consegui descobrir que o driver “gspca” suportava o chip “SPCA508″ e então tentei baixar o driver para ver se minha webcam funcionava. Nada de surpresa, a webcam não deu sinal de vida. Novamente desisti por mais um tempo.

Enfim conheci o grupo Tchelinux e o Douglas. Este cara me incentivou a mexer no driver gspca para fazer com que a webcam funcionasse. Com o incentivo do Douglas fui tentando por alguns meses até que em um evento eu disse pra ele que estava desistindo novamente e que iria doar a webcam para ele. O Douglas me disse para ficar com a webcam porque estavam negociando a entrada do driver gspca na árvore do kernel e então o Douglas poderia me ajudar muito mais.

Passaram alguns dias e o driver entrou na árvore e o Douglas fez algumas alterações baseadas em informações que eu passava para ele. Na primeira madrugada tentando já conseguimos fazer o led da webcam ligar. Na segunda madrugada o Douglas mostrou todo seu talento e achou as modificações necessárias para que a webcam funcionasse. Ficamos os dois em estado de graça com a façanha.

Ainda tem coisa para fazer no driver para melhorar a captura que está com média de 5 quadros por segundo mas pode chegar a 15.

Como não poderia ser diferente, entrei em contato com a clone para notificá-los que a webcam estava começando a ter o suporte da comunidade Linux. A resposta foi a mesma que recebi quando comecei minhas tentativas. Veja abaixo o texto do email que recebi:

“Prezado Ivan,

Conforme solicitado, informamos que a Web Cam Clone cód.:11043 é compatível com Windows 98SE / ME / 2000 / XP, não sendo compatível com Linux, onde infelizmente não existe previsão para a disponibilidade de drivers.”

Ok, eles não leram meu primeiro email e então respondi este email tentando deixar mais claro o meu texto. A resposta foi a seguinte:

“Prezado Ivan,

Conforme solicitado, informamos que os drivers não são desenvolvidos no Brasil, sendo que seguimos as especificações do produto onde, para um processo de homologação para compatibilidade com um determinado sistema operacional são necessários vários testes durante um período considerável, onde também não seria viável disponibilizarmos os drivers somente de um modelo de web cam para Linux.

Acreditamos que em breve essa possibilidade será revista, porém, sem previsão para o desenvolvimento de drivers compatíveis com Linux.

Desculpe-nos pelo transtorno e colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos.”

Voltei a responder o email e dessa vez perdi a linha e expliquei para eles como fazer o download do driver, como compilar e como subir os módulos. Posso ter feito errado mas tratei eles como crianças ignorantes que não sabem ler emails e muito menos compilar um programa. Me indignei e fiz questão de relatar isto neste artigo.

Agora que a história foi toda contada vamos ao que interessa, como botar tudo para funcionar.

Primeiramente instale o mercurial em seu computador com o seguinte comando:

    $ sudo apt-get install mercurial

digite o seguinte comando:

    $ hg clone http://linuxtv.org/hg/v4l-dvb

Depois de baixar todos os arquivos, entre no diretório criado e digite os seguintes comando:

    $ sudo rmmod videodev
    $ sudo rmmod gspca_spca508
    $ make
    $ sudo make install
    $ sudo modprobe videodev
    $ sudo modprobe gspca_spca508

Agora é só plugar a webcam e usufruir de mais um dispositivo SUPORTADO PELO LINUX já que a grandessíssima Clone não é capaz de fazer o seu trabalho. Na versão 2.6.27 estes passos não serão mais necessários, será necessário apenas plugar a webcam e sair usando.

É importante lembrar que são necessárias aplicações com suporte a v4l2 para que as imagens sejam capturadas corretamente. Eu testei com o aMsn, motion e cheese e estes mostraram as imagens normalmente. O programa camorama não utiliza v4l2 e não é uma boa aplicação para testar webcams.

Para finalizar só tenho que agradecer mais uma vez ao Douglas por ter se envolvido e resolvido este meu problema. Como já dito Douglas, eu sou seu fã.

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