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Ubuntu 8.04 Alpha 5, primeiras impressões


29th fevereiro 2008 Impressões Ubuntu,Ubuntu 26 Comentários

Comecei a fazer testes mais sérios com esta alpha da próxima versão do Ubuntu e já posso começar a tirar minhas conclusões.

A nova versão virá com boas mudanças como a adoção do Brasero como programa padrão de gravação de CD/DVD.

Xorg 7.3 que tende a facilitar “acidentes” onde o usuário é remetido para o shell. Passei por esta infeliz situação e tive uma feliz e infeliz constatação. Ao cair no shell me foram dadas 3 opções e entre elas estava o “Tentar corrigir o X”, onde o sistema tenta corrigir seu xorg.conf para que o X volte a ser carregado normalmente. Ao utilizar esta opção tive a feliz constatação de que o X foi corrigido e consegui entrar na interface gráfica, no entanto isso não passou pelo próximo boot onde o X voltou a apresentar o mesmo problema anterior.

PolicyKit que permite que algumas tarefas dentro de aplicações normais sejam executadas com privilégios de administrador. Esta ferramenta funcionou perfeitamente depois de o sistema estar instalado mas não enquanto rodando pelo Live CD. Tenho internet via rádio e preciso definir endereços IP manualmente e esta opção me pediu por senha. Tentei sem senha e a senha “ubuntu” que não funcionaram e então tive que instalar o sistema para só assim poder configurar a rede.

O Firefox 3 beta 3 deve ter algo contra o plugin de estatísticas do wordpress porque ele costuma entrar na página do perfil sempre que se clica no link das estatísticas além de não guardar a senha apenas nesta parte do site.

O Transmission foi uma ótima modificação para bittorrent. Nunca gostei muito do gnome bittorrent.

Para conectar a desktops utilizando VNC o Vinagre é um bom programa mas ainda gosto do “Cliente de Terminal Server” que a princípio não está mais utilizando o protocolo VNC por padrão, pelo menos estava desabilitada a opção na seleção de protocolos.

Uma coisa que sempre procurei foi um plugin que fizesse com que o nautilus mostrasse a taxa de transferência de arquivos mas nunca fui feliz. Agora posso contar com o “Gnome Virtual Filesystem” que além desta tarefa, futuramente permitirá que arquivos da lixeira sejam restaurados.

Um probleminha que passou pelos desenvolvedores foi o ícone do Firefox na barra superior, ao lado do menu, que não foi configurado corretamente e ficou apenas com um lançador sem sentido na barra. Pelo menu “Aplicações -> Internet” o firefox está funcionando corretamente.

O Ubuntu Hardy promete como todas as versões já lançadas pela Canonical. A versão alpha tem os problemas normais de uma versão alpha mas seu uso não é impossível. Agora nos resta esperar pela versão beta.

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Ubuntu Server 7.10 Beta


27th setembro 2007 Geral,Impressões Ubuntu,Servidores,Ubuntu 1 Comentário

Conforme o anúncio feito pelo Ivan no post anterior, já está disponível a versão beta da nova versão do Ubuntu. No mesmo link indicado, encontramos entre as opções de download a versão Server da distribuição.

Além de compartilhar algumas novidades da versão desktop, algumas alterações são dignas de nota:

  • Utilização do Kernel 2.6.22, pulando o 2.6.21 (7.04 usava 2.6.20)
  • Em decorrência do kernel mais recente, existe agora o suporte a várias otimizações de energia (tickless, dynticks, clockevents), úteis em notebooks, mas que também são uma ótima pedida para servidores menos exigidos em questão de processador, tendo então uma diferença real de consumo.
  • Da mesma forma, herda algumas otimizações feitas pela equipe do kernel (que visam o futuro) no sistema de “paravirtualização”, com uma “Virtual Machine Interface” melhorada, o que pode impactar significativamente com quem trabalha com soluções do tipo Xen ou Vmware Server para seus servidores.
  • Algumas otimizações feitas pela equipe da Canonical em conjunto com a Intel no sentido de tornar mais eficiente o código do kernel em termos de uso do processador.
  • Alterações no sistema de imagens em sistemas LTSP que visam melhorar a velocidade e performance, além de novas características no sistema de login (autologin, múltiplos servidores, transporte gráfico não-encriptado), principalmente no Edubuntu
  • Facilidades na configuração de profiles de autenticação, com o recurso AuthClientConfig.
  • Tecnologia AppArmor, que promete ser uma maneira fácil de limitar recursos que uma aplicação pode acessar, adicionando assim uma camada de proteção adicional contra vulnerabilidades ainda desconhecidas.
  • Novas opções de instalação padrão, entre elas “Mail Server” (Servidor de E-Mail), “File Server” (Servidor de Arquivos), “Print Server” (Servidor de Impressão), e “Database Server” (Servidor Banco de Dados), que se juntam ao já tradicional LAMP e DNS para instalações pré-configuradas, facilitando a construção de configurações comuns.

As alterações que mais saltam à vista, como as novas opções de instalação, por exemplo, são muito bem vindas, e acredito que logo logo surjam na rede alguns casos de teste. Porém, um administrador experiente achará as outras opções, que não são tão divulgadas, muito mais úteis no dia a dia.

É muito bom vermos que a equipe da Canonical está bastante empenhada também na versão Server, além das melhorias já conhecidas da versão Desktop. Em breve, novos artigos testando estas e outras novidades da versão Server, além da tradicional “Primeira Impressão”, aqui no Ubuntero, juntamente com outras opções ainda baseadas no 6.06, que é a versão LTS.

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Ubuntu Server 6.06 LTS


20th maio 2007 Geral,Impressões Ubuntu,Servidores,Ubuntu 3 Comentários

Olá! Meu nome é Marcos André Lucas, sou programador e administrador de redes, e moro em Erechim – RS. Conforme dito pelo Ivan neste post, eu estarei escrevendo alguns posts mais focados no lado “servidor” do Ubuntu e do Linux em geral. Assim, me junto ao colega André, no qual eu me “inspirei” na maior cara dura para este início, por meio do seu primeiro post :) .

Sou usuário Linux a pelo menos 5 anos, como profissional (por hobby, não lembro). Iniciei com RedHat, logo passando para o Conectiva Linux e nesta me apegando um pouco, sempre usando em servidores. Quando do Conectiva 9 (sofrível) e então do Conectiva 10 (o melhor), migrei também meu desktop para o Linux. Neste meio tempo, já trabalhei com Suse, UnitedLinux, Slackware, Debian, e desde 2005 passei a testar o Ubuntu, adotando este como meu Desktop definitivo quando da versão Ubuntu 6.06 LTS. De lá para cá, tento estudar melhor o Ubuntu Server para migrar os servidores já existentes e também focando em novas soluções.

E é exatamente neste ponto que eu quero focar o meu primeiro post: Ubuntu Server 6.06 LTS.

O que mais chamou a atenção neste lançamento do Ubuntu foi o suporte LTS, garantindo as atualizações por pelo menos 5 anos para servidores. Para Desktop’s, geralmente, isto não influencia, mas quando falamos de servidores em produção, não é incomum encontrarmos sistemas rodando por anos a fio sem parada, fazendo todas as operações de manutenção “a quente”. Além do lado técnico, temos também o lado “comercial”: é muito “mais fácil” convencer “aquele” gerente de TI sobre a solução a ser adotada, se você tiver uma empresa como a Canonical garantindo o suporte.

A instalação segue o padrão do Debian, e é rápido e relativamente simples fazer uma instalação básica. Algumas opções padrão do instalador também são uma mão na roda, como as partições LVM e a opção LAMP para servidores Web. Para instalações de muitos servidores, ou de instalações automatizadas (útil para clientes distantes), a opção existe e está lá, mas tive a opinião pessoal que o processo não está ainda muito bem documentado, dificultando a utilização deste recurso.

Caso desejado, pode se optar pela instalação onde o conjunto de pacotes instalados é minimalista, apenas o suficiente para entrar na rede e mais um pouco, opção na medida para instalar um servidor desde o início. Nenhuma porta está aberta no desde o primeiro boot, sendo uma preocupação a menos. Porém, uma característica talvez indesejada é que ele vai abrindo as portas automaticamente conforme você instala os pacotes.

Em alguns testes, notei que é fácil e rápido levantar um servidor de E-mail, um servidor Web, ou de aplicações de Intranet (Samba, Nfs, Cups, etc). Em 10 minutos, todos os pacotes já estavam rodando, com uma configuração inicial satisfatória e bem fechada. Porém, a customização de certos parâmetros “fora do usual”, se mostraram um pouco difíceis, visto que o sistema não ajuda em nada a localizar as opções ou os arquivos de configuração, e quando estes se encontram facilmente, estão sub-divididos em várias partes não muito bem documentadas. Isto pode ter sido apenas um efeito inicial, por eu ainda não estar acostumado com a estrutura do mesmo, mas acredito que poderia ser dado neste detalhe (estrutura e documentação) a mesma atenção dispensada à interface gráfica, de maneira a ter um “melhor acabamento” (e aqui não estou falando de beleza).

Após estas impressões iniciais, a conclusão: em geral, o Ubuntu Server 6.06LTS provê um bom ponto de partida para a construção de servidores, mas só. Você deve saber o que está fazendo (mas se você está fazendo um SERVIDOR, se pressupõe que você saiba), e o conjunto de software incluídos nos repositórios padrão é de uma gama incrível, faltando apenas um ou outro pacote, mas que se encontra nos repositórios universais. Acredito que com o maior uso que a distribuição já está tendo, e seguindo este caminho, é apenas questão de tempo até as empresas começarem a homologar serviços para esta distribuição (alô, Oracle?). Em breve, colocarei minhas impressões sobre outras versões do Ubuntu, como elas melhoraram (ou não), e também detalhando mais os testes de acordo com cada área e serviço.

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Ubuntu Feisty Fawn


4th maio 2007 Impressões Ubuntu,Ubuntu 1 Comentário

Antes de começar o post quero informar que os problemas citados pelo Andre, em seu post sobre a versão beta do feisty fawn, foram todos corrigidos. O network-manager respeita as configurações feitas manualmente e não fica apenas com uma placa de rede ativa, isto só acontece se não for informada uma configuração manual.
A alguns dias atras passei por duas situações totalmente opostas.
Resolvi, enfim, testar o update-manager para migrar meu Ubuntu Edgy, instalado em meu notebook, para a versão Feisty. Na primeira tentativa, fiquei com medo de realizar o procedimento por não ter feito um backup dos meus dados(minha vida está neste notebook). Passei o dia inteiro olhando para o botão “Atualizar”, que aparecia ao lado da notificação de nova versão da distribuição, mas não conseguia sentir a confiança necessária. Algusn dias depois, resolvi que iria fazer o tal upgrade mesmo sem ter feito um backup. Antes de fazer a atualização da distribuição, fiz uma atualização dos pacotes já instalados no Edgy, e entre estes pacotes estava o update-manager. Após a atualização, não consegui mais visualizar a opção de atualizar a distribuição. Fiquei pensando comigo; “Escapei de algo muito ruim, pois cancelaram o upgrade”. Mais um dia se passou e fiz o mesmo procedimento para ver se conseguia fazer o upgrade e novamente o update-manager estava na lista de atualizações e após a atualização pude fazer o upgrade da distribuição. Passei quase toda a tarde baixando pacotes para a atualização até que chegou a hora de fazer a instalação dos pacotes. Tudo parecia maravilhosamente quando derepente o update-manager parou de responder e fui obrigado a reiniciar o processo de upgrade. Fiquei bastante tempo até conseguir que a atualização fosse recomeçada. Quando consegui fazer a atualização recomeçar, um grande susto. Minhas fontes se transformaram em quadrados na tela. Eu não conseguia ler nada que estava escrito nas janelas. Reiniciei o computador após as atualizações e nada se modificou, eu continuava vendo apenas quadradinhos na tela. Felizmente os ícones não mudaram de forma e pude ver que ainda tinha atualizações para serem feitas e fui fazendos as mesmas mesmo sem entender nada que aparecia nos botões dos diálogos que iam aparecendo. No final, reiniciei mais uma vez meu Ubuntu e tudo estava maravilhosamente perfeito. Passado o susto, pude ver que a instalação foi mais perfeita do que eu poderia imaginar, o driver de minha placa wireless continuou funcionando e até o beryl continuou funcionando perfeitamente, apenas meu papel de parede não permaneceu mas isso nem dá para considerar.
A segunda situação foi muito mais prazeirosa. Instalei o Ubuntu em uma máquina top de mercado, um AMD Athlon X2 5200 com 2 GB de memória DDR2, placa de vídeo Nvidia Gforce 7600, placa mãe Asus M2N SLI Deluxe, HD Sata 2 de 250 GB e gravador de DVD. A instalação foi uma maravilha de tranquila e ao iniciar o Ubuntu tive a curiosidade de ativar os efeitos do desktop e para minha surpresa não precisei fazer nada além de alguns cliques para tudo funcionar.
A conclusão de toda essa bagunça foi que o Ubuntu está mais do que preparado para o usuário comum.

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Minha experiência com o Feisty Fawn Beta


30th março 2007 Impressões Ubuntu,Ubuntu 3 Comentários

Olá! Meu nome é André Almeida, sou programador PHP e moro em Florianópolis e a convite do Ivan vou passar a escrever alguns posts aqui no Ubuntero. Espero que vocês gostem dos meus posts.

Me tornei um usuário e fã do Ubuntu a menos de um ano, porém uso o Linux a mais tempo. Já usei as distribuições Conectiva, RedHat, Fedora (4, 5, 6) e agora Ubuntu (Dapper e Edgy). No mundo dos blogs eu comecei em 2002 com o Na Boa!, depois em 2006 eu criei o meu blog pessoal o Mundo Andre e agora também vou passar a escrever no Ubuntero. ;-)

O meu primeiro post aqui vai ser sobre a minha experiência com o Feisty Fawn, codinome para a versão 7.04 do Ubuntu, que está agendada para ser lançada em 19 de abril.

Essa semana resolvi instalar a versão beta do Ubuntu a Feisty Fawn, a instalação é muito parecida com as versões anteriores do Ubuntu, a diferença que me chamou atenção foi na tela de escolher em que parte do disco será instalado o sistema operacional. Agora aparece uma opção para redimensionar uma partição existente e usar o espaço criado para instalar o Ubuntu, essa opção é útil para instalar o Ubuntu em computadores que já tenham outro sistema operacional instalado, pois é possível manter a instalação do mesmo e arrumar um espaçozinho para o Ubuntu.

Eu não pretendo fazer uma análise do Feisty Fawn, e sim falar da minha experiência com esta versão, infelizmente não foi das melhores.

Após a instalação a primeira coisa que fiz foi configurar a internet e fazer todas as atualizações disponíveis, tudo ocorreu normalmente. Após, resolvi fazer as configurações para compartilhar a internet com outro computador usando as duas placas de rede do meu computador, uma placa está ligada ao modem e a outra ao outro computador. Aí começaram os meus problemas, o Feisty tem uma nova ferramenta para a rede, esta maldita (para mim pelo menos), te permite selecionar qual rede você quer monitorar só que comigo ele só deixa ativa a rede selecionada. Ou seja, ou eu deixo ativo a conexão com o outro PC ou com o Modem.

O mais perto de uma solução que eu cheguei para conseguir deixar as duas conexões ativas foi tirar essa ferramenta da inicialização e alterar o arquivo interfaces botando a linha “auto eth0″ para o fim do arquivo e para funcionar o compartilhamento da internet eu preciso dar um restart na rede toda vez que inicía o computador. =/

Outra novidade do Feisty Fawn é o “Desktop Effects” que vem pré instalado. A minha experiência com o Desktop Effects não foi das melhores também, quando ativei o efeitos fiquei muito satisfeito com o resultado, porém ao ativar o efeito de cubo e ver que nada aconteceu e ainda começaram a ocorrer diversos bugs fiquei meio chateado.

Por tudo isso, a hora que eu tiver um tempinho vou voltar para o Edgy.

Na minha opinião, o Ubuntu continua sendo uma distribuição maravilhosa, o Feisty Fawn tem tudo para ser uma ótima versão. Mas para o lançamento final deviam olhar mais para estas duas novas ferramentas: o Network Manager e o Desktop Effects.

Então é isso pessoal, esse é o meu primeiro post no Ubuntero. O que vocês acharam do meu primeiro post? É só deixar registrado aí nos comentários.

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